No Uruguai, Palmeiras teve aperitivo da Libertadores. E sofreu

Do UOL, em São Paulo

  • Cesar Greco/Ag Palmeiras

    Edu Dracena e Fernando Prass atuaram como titulares no jogo entre Palmeiras e Libertad

    Edu Dracena e Fernando Prass atuaram como titulares no jogo entre Palmeiras e Libertad

O clima na madrugada deste domingo, no estádio Centenário, foi morno nas arquibancadas. Dentro de campo, porém, o Palmeiras experimentou um aperitivo do que deve encontrar na Libertadores 2016: o adversário Nacional está no seu grupo na competição continental; o jogo teve catimba, algumas entradas duras, marcação e até uma disputa de pênaltis.

"Já para entrar no clima da Libertadores, sentir como é a atmosfera. As equipes que vamos encontrar. A torcida adversária, equipes que jogam duro, ficou de lição. Pudemos sentir um pouco do clima que vai ser a Libertadores", disse o atacante Rafael Marques.

O Nacional, desde o começo da partida, impôs uma marcação bastante dura no campo de ataque do Palmeiras. O alviverde, por sua vez, voltou a demonstrar problemas que o atrapalharam em 2015: a saída de bola e a transição da defesa para o ataque funcionaram pouco: foram só três chances claras de gol durante o jogo.

O time uruguaio também utilizou a catimba, e, na primeira etapa, uma discussão generalizada entre os jogadores das duas equipes por pouco não esquentou de vez o clima – ingrediente comum em jogos de Libertadores.

"Mesmo sendo amistoso, tem aquela deixada de pé, aquela deixada de mão. Um pouco de catimba. A gente sentiu muito. Nosso time esteve muito amarrado, preso", disse o goleiro Fernando Prass.

A estratégia do Nacional conseguiu manter o 0 a 0 no tempo normal, e levou a partida para os pênaltis: uma forma tensa de começar o ano, na cobrança de penalidades contra um futuro adversário na Libertadores.

O experiente Prass brilhou, fazendo duas defesas e convertendo uma cobrança. Jogadores mais jovens, entretanto, desperdiçaram suas cobranças: Allione, Dudu e Gabriel Jesus. Os uruguaios acabaram levantando a taça do torneio amistoso.

O aperitivo para o Palmeiras das dificuldades que deve enfrentar na competição continental se revelou um jogo duro e terminou com derrota. Agora, Marcelo Oliveira tem até o dia 16 de fevereiro, data da estreia do alviverde, ainda contra adversário indefinido, para preparar seu elenco.

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