Problema em 2015, ataque deve ser setor mais concorrido do SP em 2016

Do UOL, em São Paulo

O setor que causou problemas por carência de opções para o São Paulo em 2015 deverá ser aquele com maior riqueza de alternativas para o técnico Edgardo Bauza em 2016. O ataque da equipe, mesmo com a saída de Luis Fabiano e Alexandre Pato, deverá proporcionar intensa concorrência interna pela briga por titularidade.

O São Paulo apresentou Kieza, terceiro reforço de 2016, na última sexta-feira e espera anunciar a contratação de Jonathan Calleri nos próximos dias. O argentino de 22 anos, assim como Kieza, briga principalmente pela posição de centroavante.

O titular da função, até então visto como indispensável e uma das principais peças para 2016, é Alan Kardec. No esquema adotado por Edgardo Bauza, o 4-2-3-1, há vaga para um centroavante, dois pontas - atualmente Michel Bastos e Centurión - e um meia - Paulo Henrique Ganso, o único do elenco.

Calleri jogou como centroavante no Boca Juniors campeão argentino de 2015, dividiu o ataque com Carlos Tévez, mas é rápido e pode fazer outras funções. Kieza, de 29 anos, marcou 29 gols como centroavante do Bahia em 2015, briga pela vaga, mas já falou que pode jogar como segundo atacante e aberto pelas pontas: "Não sou um centroavante que fica parado na área".

Em 2015, o São Paulo encontrou em Alexandre Pato e nos seus 26 gols um alívio para os problemas ofensivos, mas teve de enfrentar escassez de opções com a grave lesão de Kardec, que o deixou seis meses afastado da equipe, e com problemas esporádicos de lesões de Luis Fabiano, que fizeram a média de gols do ex-camisa 9 cair muito em relação aos anos anteriores.

Ainda sob o comando de Juan Carlos Osorio, o São Paulo chegou a usar Alexandre Pato ou Rogério, contratado pela falta de opções, como referência do ataque por não ter um centroavante de ofício para escalar. Os problemas, no entanto, não foram apenas nessa função.

Maior contratação do clube na temporada, Centurión não rendeu o desempenho esperado. Os R$ 14 milhões gastos não se converteram em resultados dentro de campo - o argentino teve uma temporada irregular e terminou longe da briga pela titularidade. Com Osorio o colombiano Wilder Guisao foi contratado, teve chances enquanto o treinador compatriota esteve no clube, mas nos meses finais da temporada também perdeu espaço.

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