Wendell Lira admite ser flamenguista: "Paixão me pegou, não tem explicação"

Do UOL, em São Paulo

Autor do gol mais bonito de 2015, o atacante Wendell Lira, atualmente no Vila Nova-GO, confessou no programa Bem, Amigos, do SporTV, na noite desta segunda-feira (25), que é torcedor do Flamengo.

"Sou flamenguista desde pequeno, não tenho como negar", afirmou, antes de confessar ter o sonho de defender o clube. "Essa paixão me pegou e não tem explicação".

A realidade do jogador goiano, contudo, ainda é outra. Lira, apesar de admitir ter recebido melhores propostas, assinou com o Vila Nova-GO, que disputará a Série B do Campeonato Brasileiro. E ele explicou o que o motivou a isso. 

"O Vila tinha me procurado em três outras vezes já. Sinto que eles me querem como jogador lá, não como instrumento de marketing", justificou o vencedor do prêmio Puskas.

"Não adianta receber R$ 4 mil, R$ 5 mil a mais agora e ser dispensado depois. O Vila me deu contrato de um ano", prosseguiu.

"Quando estava desempregado e saiu a lista dos 10 gols mais bonitos, estava apalavrado com o Vila. Surgiram 8 propostas, todas do Brasil. Tive o dobro da proposta. Mas uma das coisas que mais pequei na minha carreira foi visar só o lado financeiro", concluiu.

Wendell Lira marcou o tento premiado no dia 11 de março de 2015, pelo Goianésia, contra o Atlético-GO, no Campeonato Goiano. Em 11 de janeiro deste ano, na Suíça, recebeu o troféu, superando gols anotados por Messi e Florenzi, da Roma.

"Não lembro de nada do palco"

Lira ainda confessou perda momentânea de memória no momento em que foi anunciado como vencedor – o que gerou episódio engraçado.

No palco, fez discurso aplaudido exaltando os jogadores que vivem à margem do futebol de elite, bem como ele. Para isso, usou como referência a história de Davi e Golias. O curioso é que ele não lembra de nada disso.

"Lembro de ouvir meu nome, abaixar a cabeça, e aí só lembro de voltar ao meu lugar. Falei à minha mulher: 'o que eu disse? Falei da minha filha?'", disse, rindo. 

O que é prêmio Puskas?

"Fui (para a Suíça) tietar todo mundo, meu negócio era tirar foto. Quando fiz o gol, achei um gol normal. Nem sabia o que era prêmio Puskas.

Aqui no Brasil, quando fui no shopping almoçar, quase não subi a escada do primeiro andar. Tudo muito novo para mim, estou feliz.

Desde a indicação, deixo bem claro para minha família: tudo é passageiro, mas tudo por causa do futebol. Foi bom, inesquecível, mas preciso voltar à realidade, ao Vila Nova. Agora vou ser cobrado mais, pressão é maior", contou Wendell Lira.

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