Após mal súbito, lateral do XV está em coma induzido e afastado do futebol

Do UOL, em São Paulo

Lateral direito do XV de Piracicaba que sofreu mal súbito na tarde da última terça-feira (25), Canavarros permanece em coma induzido e internado em hospital do interior de São Paulo. O departamento do clube confirmou nesta quarta que o atleta sofreu parada cardíaca e que está afastado do futebol por pelo menos 6 meses.

A assessoria de imprensa da equipe informa que o atleta passou por exames preliminares, mas que as respostas só serão conclusivas depois de testes mais aprofundados, programados para serem feitos depois que Canavarros sair do coma – o que deverá ocorrer entre amanhã e quinta-feira (28).

O jogador respira com ajuda de aparelhos na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Emcor (Emergência do Coração), em Piracicaba, mas sem risco de morrer.

"Canavarros sofreu uma parada cardíaca. Não foi aqui no campo, quem atendeu o jogador estava capacitado, e nesse momento ele tinha pulso. Levamos ele à Santa Casa com carro particular, pois fica a dois ou três minutos do Barão. Chegando lá, o atleta encontrava-se em parada cardíaca", relatou o doutor José Roberto Alleoni, diretor do departamento médico do clube.

"Desde então foi feito todo procedimento necessário para reanimá-lo. Ficou um tempo com o coração parado. Conversando com os colegas do Emcor, o coração está normal, sem lesão. Ele está entubado, procedimento correto de 12h a 36h depois do ocorrido para o que chamamos de economia do coração e cérebro. Depois, os cardiologistas vão avaliar", prosseguiu.

Canavarros passou por Santos e Grêmio nas categorias de base. Destacou-se na disputa da Série D pelo Inter de Lajes-SC em 2015. Chegou ao XV de Piracicaba com contrato de empréstimo até o fim do Campeonato Paulista, pelo qual estrearia contra o Corinthians, no dia 31 de janeiro.

"Estávamos treinados e ele encontra-se com vida graças à nossa equipe", pontuou Raphael Salvado, cardiologista do corpo médico do clube. "Se não tivéssemos treinados, ele teria ido a óbito. Agora, primeiro é pensar no ser humano. Depois iremos pensar na sequência do tratamento. São pelo menos seis meses sem atividade física".  

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