Silêncio e dúvidas sobre o Flamengo marcaram longo jejum de Guerrero

Vinicius Castro

Do UOL, no Rio de Janeiro

Os 157 dias sem balançar as redes foram um tormento para Paolo Guerrero. Só se esperava nos bastidores da Gávea que o principal jogador do time voltasse a marcar. Os treinos da pré-temporada mostraram um camisa 9 com ânimo renovado, bem diferente daquele que terminou 2015. A mudança foi premiada. Os dois gols na vitória por 2 a 0 sobre o Atlético-MG chutaram a má fase para longe. O período delicado expôs um peruano com dúvidas sobre o clube e que adotou o silêncio como tática de defesa.

O último tento havia sido marcado em 23 de agosto do ano passado - vitória por 2 a 1 sobre o São Paulo. De lá para cá, Guerrero entrou em campo 12 vezes até fazer o esperado gol. E o atacante não jogou mais por conta da grave lesão sofrida no tornozelo direito.

O problema o abalou. Paolo não voltou a atuar bem até o final da última temporada. O camisa 9 foi questionado e não escondeu a insatisfação. Por diversas vezes, reclamou de dores no local após treinamentos e jogos.

O atacante compartilhou com pessoas próximas a falta de confiança para entrar em campo. Conviver com a dor se tornou comum e foi necessário realizar infiltração para atuar. Ele jamais esteve 100% depois do problema e recuperá-lo era a principal meta da comissão técnica.

Foi neste período que Guerrero esteve em dúvida sobre a sequência no Flamengo. Pressionado pela torcida e tendo de lidar com as críticas, o peruano ficou nas cordas. Acreditava-se nos bastidores que deixaria o clube em caso de uma proposta consistente. Não aconteceu. O atacante optou por recomeçar.

A recuperação da carreira no Rubro-negro foi feita em silêncio. Guerrero evitou entrevistas. Não falou nas férias e tampouco na pré-temporada. O ritual se repetiu após a vitória sobre o Atlético-MG. Os pedidos foram inúmeros, mas o atacante se manteve irredutível. Boca fechada e poucos sorrisos. Coube ao técnico Muricy Ramalho elogiá-lo e torcer por uma boa sequência em 2016.

"Ficamos contentes. Ele não desistiu e brigou o tempo inteiro. Uma hora o gol aparece. É um artilheiro. O centroavante vive de gols, pode até jogar bem, mas a gasolina dele é o gol. Tomara que com essa confiança possa marcar ainda mais", encerrou o comandante.

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