Oposição do São Paulo pede ao MP investigação de gestão de Aidar

Danilo Lavieri e Ricardo Perrone

Do UOL, em São Paulo

  • Arquivo Pessoal

    Newton Luiz Ferreira foi candidato à presidência do São Paulo

    Newton Luiz Ferreira foi candidato à presidência do São Paulo

A oposição do São Paulo levou ao Ministério Público um pedido de investigação da gestão de Carlos Miguel Aidar à frente do clube do Morumbi. A ideia deles é que o processo se inicie oficialmente na próxima segunda-feira (1). O ex-presidente renunciou após uma série de denúncias em outubro de 2015. 

O documento é datado do dia 28 de janeiro de 2016 e foi obtido pelo UOL Esporte. São 18 oposicionistas representados pelos advogados Marco Vinicio Petrelluzzi e Luiz Augusto Diniz Alonso e liderados pelo candidato à presidência na última eleição Newton Ferreira, popularmente conhecido como Newton do Chapéu. 

O texto cita a namorada de Aidar, Cinira Maturana, e vários casos que foram divulgados amplamente pela imprensa, como a contratação do zagueiro Iago Maidana, que rendeu até multa ao São Paulo.

"Dentre as negociações com a aquisição e venda de atletas que indicava a ocorrência de lavagem de dinheiro, está a que envolveu o jogador Iago Maidana. O atleta, que pertencia ao Criciúma Futebol Clube, foi objeto de uma manobra que fez com que o São Paulo Futebol Clube pagasse R$ 2.000.000,00(dois milhões de reais), numa transação que, originalmente, era para ter custo inferior a R$ 200.000,00(duzentos mil reais). Nessa transação, o clube que negociou com o São Paulo Futebol Clube, denominado Monte Cristo, que disputa a 3a divisão do Estado de Goiás, teve o jogador sob registro por apenas um dia, tudo para ocultar a intenção dos envolvidos em se locupletar às custas dos recursos do São Paulo Futebol Clube, e lavar dinheiro (doc. 37). Anote-se que, a par disso, essa transação gerou multa de R$ 100.000,00(cem mil reais) ao clube, aplicada pela Confederação Brasileira de Futebol", afirmam os requerentes no documento.

Eles aindam lembram as gravações e e-mails que foram divulgados pelo então vice-presidente de futebol, Ataíde Gil Guerreiro, que chegou a deixar o cargo e voltou após a saída de Aidar. 

"No mencionado e-mail, e na gravação ali referida, pode-se identificar a ocorrência de crime contra o patrimônio de que o São Paulo Futebol Clube teria sido vítima e, sobretudo, do crime de lavagem de dinheiro previsto no art. 1o, da Lei 9.613-98. Indício veemente no sentido de que esses fatos constituem conduta criminosa, é a circunstância de, dias após esses fatos, o então presidente do São Paulo Futebol Clube, Carlos Miguel Aidar, ter renunciado ao cargo, tentando com isso abafar o caso e escapar da responsabilização por seus atos." 

A oposição admite até mesmo que a gestão do ex-presidente Juvenal Juvêncio, que faleceu no ano passado, também será investigada por causa de suas ligações com Carlos Miguel Aidar. 

Assim que assumiu a presidência do São Paulo, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, prometeu profundas investigações sobre o caso e disse que responsabilizar os culpados. Até agora, no entanto, não houve divulgação de nenhum andamento do procedimento prometido.

Por fim, o documento usa termos como "organização criminosa" e "lavagem de dinheiro". Segundo os requerentes, é necessária uma profunda investigação do Ministério Público para que não haja dano da imagem do São Paulo.

Receba notícias pelo Facebook Messenger

Quer receber notícias de esporte de graça pelo Facebook Messenger?
Clique aqui e siga as instruções.

UOL Cursos Online

Todos os cursos