Propostas de candidatos não mudarão Fifa, critica união de jogadores

Do UOL, em São Paulo

  • Arnd Wiegmann/Reuters

    FIFPro diz que candidatos à sucessão de Blatter não mudarão cenário de crise

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As propostas de reformas na Fifa em meio a escândalos vão manter o poder nas mãos de federações nacionais e continentais, preterindo jogadores, torcedores e clubes. A opinião foi divulgada nesta quarta-feira em carta da FIFPro, entidade que representa os atletas profissionais do futebol.

"A estrutura monopolizadora do futebol será mantida mediante as chamadas reformas propostas", diz o texto da FIFPro. "Haverá ainda mais poder nas mãos de confederações e associações da Fifa que têm sido fonte de corrupção e da pior crise da história da própria Fifa", completa o comunicado.

A entidade máxima do futebol mundial está envolvida em um escândalo de grandes proporções, investigado por autoridades da Europa e dos Estados Unidos. Ao todo, 41 pessoas – especialmente dirigentes – foram indiciadas.

Neste processo, o Comitê de Ética da Fifa tem afastado e banido envolvidos no caso. Entre eles, o próprio presidente da entidade, Joseph Blatter, que será substituído por um novo presidente a ser definido em congresso extraordinário marcado para 26 de fevereiro.

A FIFPro, que representa mais de 60 mil jogadores profissionais, afirma que as reformas falharam até agora dar a atletas, torcedores e clubes a representatividade junto à Fifa. O grupo pede mudanças urgentes – caso contrário, "enfrentaremos um cenário potencialmente pior que o anterior".

A representação dos atletas ainda criticou os projetos dos principais candidatos à sucessão de Joseph Blatter na presidência da Fifa. Segundo o comunicado, os concorrentes representam as mesmas associações que eram defendidas por Blatter em troca de apoio.

"É alarmante ver as mesmas organizações premiadas com mais vagas na Fifa, mais vagas na Copa do Mundo e mais vagas no Comitê Executivo da Fifa", diz.

Na eleição de fevereiro, cinco candidatos concorrem à presidência da Fifa: Salman Bin Ebrahim Al Khalifa (presidente da Confederação Asiática de Futebol); Jérôme Champagne (ex-secretário geral adjunto da Fifa); Tokyo Sexwale (empresário); Ali Bin Al Hussein (príncipe da Jordânia); e Gianni Infantino (secretário geral da Uefa).

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