Adeus, referências: Corinthians perdeu os líderes em vendas de camisa

Daniel Lisboa

Do UOL, em São Paulo

Os corintianos realmente perderam suas referências. Pelo menos é o que reforçam dados fornecidos pela Netshoes. De acordo com a administradora da loja oficial do Corinthians na internet, a Shoptimão, quatro dos seis jogadores do time que mais tiveram camisas vendidas em 2015 já não fazem mais parte do elenco do clube.

A Shoptimão opera de acorda com a demanda. Ou seja, o pedido do torcedor determina o nome a ser estampado na camisa. E o ano passado terminou com o seguinte "ranking" de preferidos entre os pedidos: Guerrero (24,1%), Renato Augusto (20%), Jadson (17,5%), Danilo (10,7%), Elias (10,5%) e Ralf (7%). Houve ainda a parcela de corintianos (10,2%) que estampou um outro nome. Detalhe é que o peruano, líder em vendas, deixou o time antes do meio do ano, e ainda assim não saiu do topo.

Como mostram os números, ao menos entre os compradores da loja virtual do Corinthians, não faltarão "órfãos" de jogadores até pouco tempo ovacionados pelas atuações. O atacante Guerrero, ídolo da conquista do Mundial em 2012, deixou o clube em maio para atuar pelo Flamengo. O negócio teria envolvido luvas de R$ 12 milhões e um salário de R$ 500 mil mensais para o atleta. Já os meias Renato Augusto e Jadson, destaques da conquista do Brasileiro de 2015, foram levados pelo "ciclone" chinês e partiram agora em janeiro.

Renato Augusto acertou com o Beijing Guoan, que pagou a multa rescisória de 8 milhões de euros (cerca de R$ 35 milhões na época). Em torno da metade desse valor ficou para os cofres corintianos. Jadson foi contratado pelo Tianjin Quanjian, que precisou desembolsar 5 milhões de euros (então cerca de R$ 21 milhões) por um dos melhores jogadores do campeonato passado. Nesse caso, o Corinthians ficou com cerca de 30% do valor da transferência (em torno de R$ 6 milhões).

Com uma multa rescisória ainda mais baixa que a dos colegas (cerca de 1 milhão de dólares, ou R$ 4 milhões), Ralf foi outro "querido" a ir embora do Parque São Jorge. A Netshoes não divulga o valor ou o montante total de camisas comercializadas, mas, por meio de sua assessoria de comunicação, explicou que o sistema de nomes sob demanda pelo menos impede que a camisa de um jogador encalhe nesses tempos em ídolos vão parar do outro lado do planeta de um dia para o outro.  

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