Arena do Grêmio vê contrato regular com boate e nega ligação com tráfico

Do UOL, em Porto Alegre

  • Wesley Santos/Drone Service Brasil/Divulgação

    Boate supostamente alugada por traficante não funciona há mais de seis meses

    Boate supostamente alugada por traficante não funciona há mais de seis meses

A Policia Civíl do Rio Grande do Sul realizou ação na casa noturna dentro do complexo da Arena do Grêmio na manhã desta quinta-feira (04). A 'Operação Mensageiro' visa desarticular uma quadrilha de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Segundo a polícia, o grupo de traficantes locava a casa na Arena e usava o local para tais ações. Segundo assessoria de imprensa do estádio, os contratos eram regulares e foram avaliados previamente. 

A Seraphine, casa noturna inaugurada em 2014 na Arena, já não funciona há mais de seis meses. Segundo a assessoria do estádio, a falta de pagamento pela locação gerou o fechamento. Está em andamento, inclusive, o processo de rescisão. 
 
Em nota oficial, a administração da Arena informou que o contrato de locação do espaço não mostrava irregularidade. "Há dois anos, quando os representantes da Seraphine demonstraram interesse em locar espaço na Arena, todos os documentos de praxe da pessoa jurídica e seus representantes foram solicitados e devidamente apresentados, não se verificando qualquer irregularidade. O processo de negociação passou por todos os procedimentos internos de validação, sendo a contratação aprovada diante da regularidade e por estar de acordo com o planejamento de exploração comercial da Arena do Grêmio", diz o documento. 
 
O que pode ter ocorrido é uma sublocação da casa, já construída, ao grupo. No caso, a Arena locou o espaço físico para construção da casa, e os donos da casa locaram novamente ao grupo. 
 
"Ressalta-se que a administração da Arena do Grêmio jamais recebeu denúncias ou constatou prática de ilícitos no estabelecimento enquanto este esteve em operação. A Arena Arena do Grêmio seguirá colaborando com as autoridades para a elucidação dos fatos", completa a nota negando qualquer relação com os traficantes. 
 
A Polícia informou, ainda, que a Arena nunca foi alvo de investigação. Documentos e computadores foram apreendidos na casa nesta manhã atrás de detalhes sobre a ação da quadrilha. 
 
Polícia age contra atos criminosos
 
A investigação da polícia não tem a Arena do Grêmio como alvo. Mas o grupo que, segundo apontou a operação, usava a casa noturna como local de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. 
 
"O traficante e sua quadrilha tinham uma boate locada dentro do complexo da Arena. Temos ordem judicial, fazendo as buscas de documentos, dinheiro", disse o delegado Mario Souza, da 1ª Delegacia do Departamento Estadual do Narcotráfico (Denarc) à RBS TV. 
 
Juliano Biron da Silva, de 33 anos, foi preso em janeiro no litoral de Santa Catarina. Ele é acusado de ser o líder da quadrilha desarticulada nesta quinta-feira com mandatos cumpridos em Porto Alegre e na região metropolitana. Ele também é acusado pelo homicídio do fotógrafo José Gustavo Bertuol Gargioni, de 23 anos, ocorrido com motivação passional, em julho de 2015. 
 
"É uma quadrilha do mais alto escalão. O fato do homicídio, com certeza, facilitou em parte a nossa investigação. Agora esperamos cortar parte importante do abastecimento de crack e cocaína no Rio Grande do Sul", completou o delegado. 

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