Autor de golaço contra Palmeiras ressurge e sonha com contrato na Série A

Rodrigo Garcia e Vanderlei Lima

Do UOL, em São Paulo

A noite de quinta-feira (04) teve um sabor especial para o veterano meio-campista Morais. Foi do ex-jogador do Corinthians o gol que decretou a virada do São Bento sobre o Palmeiras, no Pacaembu, em partida válida pelo Campeonato Paulista. E não foi um gol qualquer, mas sim uma pintura.

O meio-campista de 31 anos, que tem contrato com o São Bento até o final do Paulista, aproveitou falha de Leandro Almeida para recuperar a bola, aplicar um drible desconcertante no zagueiro e bater, sem olhar para o gol, por cima de Fernando Prass. Para o jogador, o belo gol foi fruto da percepção do desenrolar da jogada.

"Senti que aquela bola era minha. Quando eu vi o Leandro Almeida vindo desesperado para desfazer o que tinha feito errado, eu puxei rápido. Na hora em que o Prass tentou abafar, eu resolvi não dar o passe e tocar direto para o gol", detalhou Morais em entrevista ao UOL Esporte.

O jogador, que construiu parte de sua carreira em clubes tradicionais como Corinthians e Vasco, ressaltou que marcar este gol contra o Palmeiras teve um gostinho especial pela dificuldade que é anotar um tento contra uma equipe com jogadores de qualidade. Para o jogador, atuar diante de 20 mil pessoas, no Pacaembu, é um incentivo natural para alcançar um nível mais alto de rendimento, que lhe acabou rendendo o gol mais bonito de sua carreira.

"Foi o mais bonito que já fiz. Pela dificuldade, pelo espaço do drible, o Prass ainda saiu abafando e eu tive a frieza de não me apertar ali. Foi um gol tecnicamente difícil, então foi o mais bonito", avaliou Morais.

Após ficar nove meses parado, Morais quer aproveitar a oportunidade dada pelo São Bento para mostrar sua qualidade e provar que, mesmo já na casa dos 30 anos, ainda tem lenha para queimar em clubes de maior expressão, onde pretende atuar por mais três ou quatro anos.

"Estava querendo voltar, mas não com aquela ambição. Joguei o Alagoano (de 2015 pelo CRB) pelo time da minha cidade, estava querendo voltar. Aí apareceu o São Bento e eu resolvi aproveitar. O gol vai dar visibilidade para minha carreira e abrir as portas para mim novamente. Eu vou poder voltar para o mercado da bola. Vou procurar fazer o máximo de jogos em alto nível para poder voltar a jogar no segundo semestre a Série A do Brasileiro", projetou o atleta.

E, se o gol deu a projeção positiva que Morais esperava, o mesmo não pode ser dito para Leandro Almeida. O zagueiro, que já era contestado pela torcida alviverde, foi vaiado pelo resto da partida e acabou perdendo a vaga no time titular para aprimorar a forma física e técnica. Porém, o meio-campista lamenta o que aconteceu com o colega de profissão e diz que isso faz parte do futebol.

"A gente não conversou, estava um clima chato. Time grande não é fácil, a pressão é muito grande. Uma falha e aí começa a pressão. Mas isso é normal, quantos jogadores já não fizeram isso? Ele vai passar uns dias difíceis, deve sair do time, a torcida vai pegar no pé, mas depois ele volta, pois tem qualidade e é um jogador que já atuou fora do Brasil. A cultura é fogo, o Leandro tem que tem paciência que ele vai dar a volta por cima", concluiu o meia.

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