Dossiê com Erazo, jatinho e R$ 20 mi. Como Grêmio fechou com Bolaños

Jeremias Wernek

Do UOL, em Porto Alegre

  • Reprodução/Instagram

    Bolaños chega nesta segunda-feira ao Brasil. Contrato com o Grêmio será de três anos

    Bolaños chega nesta segunda-feira ao Brasil. Contrato com o Grêmio será de três anos

A contratação de Miller Bolaños é a grande vitória do Grêmio neste começo de 2016. Sob o argumento de que precisava de um jogador para fazer diferença na Copa Libertadores, o time gaúcho se mobilizou para conseguir o camisa 23 do Emelec.

A mobilização começou no ano passado, com uma consulta a Frickson Erazo, e se estendeu até a operação do final de semana: voo fretado, com jatinho particular, de Porto Alegre para Guaiaquil. E quase R$ 20 milhões para fechar o negócio.

"Nós pedimos ao Erazo informações sobre o Bolaños, eles jogaram juntos na seleção do Equador e queríamos detalhes do atleta no quesito extracampo. A análise das características, do futebol dele, já tínhamos", revelou César Pacheco, vice de futebol do Grêmio. "Meses atrás eu tive a chance de falar com o Frickson, ele conhece bem o clube, a cidade. Falou muito bem de tudo, da estrutura, da torcida, pessoas", confirmou Bolaños à Rádio Bandeirantes.

Erazo, agora no Atlético-MG, foi só o pontapé inicial. Ainda em dezembro, o Grêmio levantou a parceria com um torcedor ilustre e foi atrás do Emelec. À época, o Club León-MEX, havia acertado a transferência junto ao jogador e ao time equatoriano. Só que o pagamento não aconteceu e o negócio ruiu.

Coube ao Grêmio retomar a investida. Em janeiro, uma viagem ao Equador foi cancelada em cima da hora. O motivo era a entrada dos chineses no negócio. O Changchun Yatai surgiu com força e tinha tudo certo para anunciar o jogador. Mas Bolaños desistiu de ir para Ásia após ouvir do treinador da seleção do Equador, Gustavo Quinteros, que não era boa ideia atuar no futebol da China.

"Nós ficamos a par da desistência, tínhamos o documento do time chinês com os valores e tudo. E também tínhamos, horas depois, a posição do jogador. Aí criamos uma operação de guerra, digamos, e fomos atrás do jogador", contou Romildo Bolzan Jr., presidente do Grêmio.

Na quinta-feira, ao saber da reviravolta, o Grêmio correu contra o tempo. Pegou a aeronave do investidor, enviou um advogado e o diretor executivo de futebol Rui Costa, e foi até o Equador. Na madrugada de domingo, Bolaños assinou contrato de três anos. O clube gaúcho adquiriu 70% dos direitos econômicos do meia-atacante por cinco milhões de dólares (R$ 19,4 milhões na cotação atual). Os outros 30% ficarão com o Emelec para lucro em venda futura.

"Nós tivemos auxílio, um grande auxílio, nesta operação. Mas foi um tiro certeiro, conseguimos prazos para atender as exigências de todas as partes, teremos como arcar com todos os compromissos assumidos no negócio", garantiu Bolzan Jr.

Aos 25 anos, Bolaños é o quarto reforço do Grêmio para 2016 - antes dele o clube fechou com Wallace Oliveira, Fred, Kadu e Henrique Almeida. Autor de 55 gols em 90 jogos pelo Emelec, ele ainda passou por Barcelona de Guaiaquil, LDU e Chivas-EUA antes de ser destaque na Libertadores de 2015. Pela seleção do Equador foram 12 jogos e seis gols marcados.

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