Derrota do São Paulo acende alerta e aponta fim da paciência da torcida

Luiza Oliveira

Do UOL, em São Paulo

A derrota na estreia da fase de grupos da Libertadores mexeu com o São Paulo. Depois do 1 a 0 sofrido para o The Strongest, no Pacaembu, na última quarta-feira (17), o discurso do elenco e da comissão técnica passou a ser de preocupação com o futuro na competição continental.

Na entrevista coletiva, o técnico Edgardo Bauza admitiu que o resultado "complica muito a classificação". "Perdemos três pontos importantíssimos, mas seguiremos lutando", afirmou.

O clima de apreensão se repetiu tanto na entrevista de Alan Kardec quanto na de Lugano, que nem sequer participou da partida – ainda aprimora a forma física. "Vamos buscar esses três pontos fora de casa a qualquer custo. Sabemos que perder pontos na Argentina dificultará nossa vida, mas temos qualidade para buscar essa vitória", afirmou o atacante.

"Perder em casa contra um rival direto que é do único lugar do mundo onde você não joga bola normal (La Paz, na Bolívia), é complicado. Mas a gente tem condições de buscar esses três pontos", lamentou Lugano.

Torcida perde a paciência

Se para o elenco o clima é de apreensão, para a torcida do São Paulo é de irritação. A relação já estava turbulenta com a sofrida vitória sobre o Cesar Vallejo, na pré-Libertadores, e a derrota no clássico contra o Corinthians. A paciência, agora, parece ter chegado ao final.

No começo do jogo contra o The Strongest, os torcedores presentes no Pacaembu apoiaram os jogadores e gritaram o nome de Lucão, que havia falhado no clássico contra o Corinthians. Mas o ânimo foi diminuindo conforme o São Paulo demorava para balançar as redes. Quando Alonso abriu o placar para os bolivianos, o apoio deu lugar às vaias.

Centurión foi substituído aos 22 min do segundo tempo e deixou o gramado embaixo de protestos vindos da arquibancada. Já o capitão Michel Bastos foi alvo de protestos até quando a partida já havia terminado. Na saída do ônibus são-paulino, torcedores cercaram o veículo e começaram a xingar o jogador, que sequer estava no local – ele havia sido escolhido para o exame antidoping e foi embora sozinho mais tarde.

A pressão sobre Michel Bastos, inclusive, gerou uma confusão nas arquibancadas. Membros da Torcida Dragões da Real partiram para cima de torcedores que tentavam abafar os protestos com gritos de apoio ao clube e tiveram que ser apartados pela Polícia Militar.

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