Dorival defende M. Oliveira: "Se não sabe montar equipe, imagina nós?"

Do UOL, em São Paulo

  • Robson Ventura/Folhapress

    Campeão da Copa do Brasil no Palmeiras, Marcelo sofre pressão com falta de resultados

    Campeão da Copa do Brasil no Palmeiras, Marcelo sofre pressão com falta de resultados

Palmeiras e Santos se enfrentarão neste sábado pela quinta rodada do Campeonato Paulista. Mas se as equipes serão adversárias em campo no final de semana, o técnico do Santos, Dorival Júnior, faz questão de mostrar seu apoio ao treinador palmeirense, Marcelo Oliveira, que sofre pressão pela série de quatro jogos sem vencer.

Em entrevista à rádio Bradesco Esportes FM nesta quinta-feira, Dorival elogiou o adversário do final de semana. Em seu depoimento, o santista relembrou as conquistas recentes de Oliveira à frente de Coritiba, Cruzeiro e do próprio Palmeiras.

"É simplesmente o treinador bicampeão do Brasil (2013 e 2014, pelo Cruzeiro), vice-campeão da Copa do Brasil (2012, pelo Coritiba) e posteriormente campeão dessa mesma Copa (2015, pelo Palmeiras). Será que ele não sabe fazer resultado, montar equipe? Imagina nós, os outros mortais, o que é que sobra", brincou Dorival.

"Infelizmente é isso. Não muda. O futebol brasileiro não vai aprender. Ainda vai demorar para que tome um rumo realmente; vamos continuar com essas coisas que fazem sempre. A culpa é sempre do treinador. Ora com um, ora com outro, dois resultados negativos e seu trabalho é questionado. Não existe trabalho; no nosso país, existe resultado. Trabalho é aleatório. Eu contesto muito contrato. Teria que ser assinado toda semana", declarou também.

Em seu discurso, o técnico do Santos reforçou a crítica feita às recorrentes demissões de treinadores. Para ele, a troca constante de comando nas equipes é uma dos principais problemas do futebol brasileiro.

"Tudo que é feito é esquecido. É o resultado da semana. 'Você não tem o time nas mãos', é a conversinha de sempre. Por isso caminhamos como estamos. Não nos damos conta de que as coisas precisam ser alteradas. Mas todos temos que participar dessas mudanças. Estamos acompanhando de braços atados", disse o santista, que foi além e comparou a situação do futebol à falta de mobilização na política nacional.

"Tem segmentos que querem ajudar, mas a gente precisava se unir um pouco mais. Não estou falando de nenhum clube, nenhuma torcida, ninguém da imprensa. Mas o futebol precisa ser repensado. Muita gente apagando luzes e pouca gente acendendo luzes no futebol. Vamos continuar nessa ciranda por aí. A melhora do futebol precisa passar por uma reformulação completa. Como na política. Essa ciranda é danosa para todo mundo, para todos os profissionais envolvidos, para todos os clubes envolvidos. Acabou a Copa do Mundo e pouca coisa foi mudada. Mudar realmente, para que busquemos melhoras, quase nada. Nenhuma ação", emendou.

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