Vice-presidente admite atrasos, mas diz que greve de silêncio está superada

Do UOL, em São Paulo

  • Gabo Morales/Folhapress

O vice-presidente de futebol do São Paulo, Ataíde Gil Guerreiro, admitiu que o clube atrasou direitos de imagem com alguns jogadores. De acordo com o dirigente, a dívida com os atletas chegou a ser de dois meses, mas, nesse momento, é de oito dias.

"O São Paulo viveu no ano passado alguns atrasos que não deveriam ter acontecido, isso cria um clima ruim toda as vezes que você não cumpre como deve. Qualquer empresa tem obrigação de ter salário em dia e houve alguns atrasos no São Paulo, que não deveriam acontecer. Pra você ter uma ideia a gratificação do ano passado só conseguimos pagar 15 ou 20 dias atrás, o que não tem cabimento", afirmou em entrevista à "Transamérica".

Durante a partida contra o The Strongest, pela Libertadores, na última quarta-feira (17), alguns jogadores aderiram à greve de silêncio. Apenas Jonathan Calleri, Alan Kardec e Diego Lugano deram entrevistas.

"Realmente houve um movimento dentro do vestiário com alguns querendo uma greve de silêncio e alguns outros pedindo um pouco mais de calma, que íamos pagar. Houve realmente uma discussão no vestiário de parte do grupo. Mas isso está superado agora porque temos só oito dias de atraso, ainda que na minha opinião não devêssemos ter nenhum. Já conversei com o presidente Leco e o diretor financeiro Adilson e garanto a você que neste ano não haverá mais nenhum dia de atraso de salário, imagem ou gratificação", continuou.

"A verdade é que (o direito de imagem) estava atrasado. É inadmissível um clube como o São Paulo atrasar. Isso são débitos que vem do passado, não conseguimos e isso cria um clima ruim no vestiário o que é normal", explicou Ataíde Gil Guerreiro.

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