Mulher de Lugano assume lado xerife e até aprova assédio feminino ao marido

Juliana Alencar

Do UOL, em São Paulo

  • Décio Figueiredo

Tem um lugar em que Diego Lugano não assume o papel de xerifão: a própria casa. Lá, quem toma para si a função é a mulher do zagueiro, que reestreia no São Paulo neste domingo, no confronto com o Rio Claro. Karina Roncio manda e desmanda no ambiente familiar.

"Em casa, é com ela", garantiu o uruguaio, em breve conversa com o UOL Esporte no dia 6, no Anhembi. Numa das raras aparições públicas em casal, o atleta levou a mulher para ver a segunda noite de desfiles do carnaval de São Paulo. 

Alta, bonita e falante, Karina acha graça do título de "xerifona". Mas admite que, sim, tem mesmo um pouco desse perfil.  "A última palavra sou em quem dou", diverte-se ela.

Mãe dos três filhos do zagueiro, ela avisa Lugano antes de conversar com a reportagem. Ficou um pouco menos acessível depois que uma revista uruguaia publicou, em agosto do ano passado, que ela estava se divorciando do marido. Na época, usou a conta do Twitter para desmentir o fim da relação, que passava por uma crise. Hoje, as suas páginas nas redes sociais são bloqueadas.

O episódio ficou para trás. Lugano faz uma espécie de contagem regressiva para a comemoração de mais um ano ao lado da mulher. "Completarei 16 anos de casado no dia 17 de março", diz. Deve comemorar longe da mulher, já que um dia antes deverá estar na Venezuela, para disputar partida contra o Trujillanos pela Libertadores. 

Ela está acostumada com a rotina de mulher de jogador. E também faz questão de dizer que lida bem com o assédio da torcida feminina. Aos 35 anos, Lugano ainda sustenta o título de galã. "Não tenho ciúmes não, de jeito nenhum", conta, minimizando: "Na verdade, eu gosto. É também sinal de que ele faz um trabalho bom".

Karina foi uma das entusiastas do retorno de Lugano ao São Paulo. Tinha excelentes memórias do tempo que viveu na cidade. "A gente voltou para casa", disse, explicando porque ficou satisfeita com o acerto.

Quem, aliás, a ouve falando até estranha o seu português, ainda mais claro do que o do marido. "Segundo o Diego, é porque eu falo muito", brinca, bem-humorada. "Sempre gostei da língua. Desde pequena eu assistia a TV em português mesmo, lá no Uruguai. Novela, tudo. Não entendia nada, mas assistia". Quando chegou ao Brasil, a televisão voltou a ser aliada.  "Aprendi a falar com a TV, já que não conhecia ninguém aqui".

Adaptada, hoje ela ensina os dois filhos mais novos, de 9, e ela de 7, a falar a língua. "Eles nunca tinham morado aqui. Quando a gente foi embora, eu estava grávida do segundo. Para eles é tudo novo, sim, mas eles já arriscam no português".

Karina conta que Nicolas, o mais velho, ficou em Montevidéu. Ele atua nas categorias de base do Defensor, terceira força do futebol uruguaio.  "Ele está mais independente, está jogando lá", diz ela, que torce para que o filho consiga se destacar no esporte. "Se é o sonho dele, espero que ele consiga seguir a carreira. Mas também não é fácil...", finalizou. 

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