Ex-Grêmio e Palmeiras vira empresário no RS: "perdi a vontade de jogar"

Jeremias Wernek

Do UOL, em Porto Alegre

Adriano Chuva rodou bastante no mundo do futebol antes de voltar para casa. Ex-atacante com 19 clubes no currículo (entre eles Cruzeiro, Grêmio, Sport e Palmeiras), ele agora vive na cidade onde nasceu: Capão da Canoa. E lá, se divide entre a construção civil e os campeonatos de futsal que organiza. 

Aos 36 anos, ele ainda poderia estar calçando a chuteira e jogando profissionalmente. Mas há dois anos e meio, decidiu que era hora de parar. O motivo foi simples. "Eu perdi o prazer de jogar bola", diz. "O prazer se sente quando se está no time júnior. Depois, tem a responsabilidade, o peso todo. A necessidade de ganhar dinheiro. E quando se perde isso, a vontade de jogar, é hora de parar", completa.
 
Antes de parar, Adriano ficou sete anos na Coreia do Sul. A vida longe de casa, mudando de cidade regularmente, também influenciou na decisão de abandonar a bola e começar a vida como empresário.
 
"O futebol te deixa sequelas. Tem a lesão, tu esqueces muito a família. Quando vê, o filho está grande e tu não viu. Eu fiquei sete anos e meio na Coreia do Sul... Trocar a roupa dos filhos, levar na escola... Isso é ser pai. Minha filha um dia me disse: 'não tenho amigos, estou sempre me mudando, pai'. Aí eu decidi parar. Parei, vim morar em Capão da Canoa e abri minha empresa", explica. 
 

Vida de empresário

 
A empresa engloba a vida de antes do futebol: construção civil. Com uma empreiteira, Adriano Chuva constrói casas no litoral norte. Com a mesma firma, organiza eventos esportivos na região.
 
"Eu trabalho na construção civil, construindo casa, mas invisto conforme o momento. Comecei na obra, eu era ferreiro e servente. Aí eu fui jogar bola, me liberaram para eu jogar. Agora eu voltei. Toco isso, mas sempre tive a vontade de mexer com esporte. E agora organizo eventos esportivos. Capão da Canoa não tem secretaria do esporte, então a ideia é auxiliar a prefeitura e realizar projetos para movimentar a cidade", conta. 
 
Com apoio Federação Gaúcha de Futsal e da Liga Futsal do Rio Grande do Sul, Chuva vai organizar a Supercopa de futsal do RS. Entre os dias 16 e 20 de fevereiro, em Capão da Canoa, o ex-atacante será ainda mais realizado.
 
"Tenho saudade da resenha, o cafezinho depois do almoço. O friozinho na barriga antes dos jogos. O chato é o treino. Jogar bola é muito bom. Mas agora eu vivo na praia, esta ótimo", define aos risos.

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