Infantino fala em "unir povos" e já mira novos patrocinadores para Fifa

Do UOL, em São Paulo

A primeira entrevista de Gianni Infatino como presidente da Fifa seguiu a linha dos últimos discursos. Eleito nesta sexta-feira (26) para comandar a entidade até 2019, o dirigente afirmou que seu trabalho será "unir os povos" em torno do futebol, reforçou o tom de que será o presidente de todos e não só dos europeus e já fala em recuperar patrocinadores perdidos após os escândalos de corrupção.

Antes mesmo de ser questionado, ele se apresentou aos jornalistas e iniciou um discurso parecido com sua primeira fala, horas antes da entrevista.

"Vou falar para jogadores, para campeonatos, times e torcedores: vocês vão ficar orgulhosos do que a Fifa vai fazer pelo futebol. Vamos entrar em uma nova era. Tivemos agora um importante congresso, algumas reformas foram aprovadas e o novo presidente certamente vai implementar todas essas reformas e mudar a reputação. Vamos voltar para onde pertencemos", disse ele.

"Vou passar algumas ideias para o departamento financeiro, tenho alguma experiência nisso. Hoje a Fifa tem uma receita de bilhões e vamos investir nas associações. Essa vai ser a nossa prioridade. Além disso uma nova era começou: vou trazer parceiros de volta, vou falar com as empresas de transmissão, com todos os patrocinadores... Vamos ganhar a confiança deles de novo. A gente sabe que as receitas vão crescer. Não precisamos nos preocupar com o futuro neste sentido.

Infantino ainda reconheceu que não foi votado por muitos países africanos, mas ressaltou que isso não será um problema. Ele fez questão de ressaltar que sua primeira competição como funcionário da Fifa foi a Campeonato Africano das Nações de 1998, em Burkina Faso.

"O futebol não está dividido. Foi uma eleição e não uma guerra. Eleição você ganha e perde e a vida continua. Eu tenho ótimas relações na África. Fiz vários amigos por lá e foi por lá a minha primeira competição.  Eu me dou bem lá, me dou bem na Ásia, na Oceania, na América do Sul e do Norte... Eu não sou candidato da Europa, eu sou candidato do futebol e futebol é universal. Não precisamos subir muros, precisamos construir pontes. Vamos falar de desenvolvimento no futebol", disse.

"Eu quero ver ações concretas feitas pela Fifa e por cada associação de futebol. Quero ver a Liga do Caribe, quero ver times aparecendo na África, quero ver crianças na Oceania, quero ver China e toda a Ásia se desenvolvendo... Quero ver crianças sorrindo em torno da bola", finalizou. 

Secretário-geral da Uefa desde 2009, Infantino teve disputa acirrada nas urnas contra o xeque bahrenita Salman Al Khalifa, que preside a Confederação Asiática de Futebol.

A definição do novo presidente ocorreu no 2º turno, realizado também nesta sexta, em Zurique. Infantino conseguiu 115 votos dos 104 votos que eram necessários para vencer a eleição no segundo turno (caso contrário haveria 3º turno).

Os outros concorrentes foram o príncipe jordaniano Ali Bin Al-Hussein (vice-presidente da Fifa), com 4 votos no segundo turno, e o francês Jérôme Champagne (ex-secretário-geral adjunto da Fifa), com nenhum voto na segunda sessão. A CBF foi representada nas urnas pelo Coronel Nunes, presidente em exercício da CBF.

O sul-africano Tokyo Sexwale retirou sua candidatura minutos antes da primeira votação.  

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