Jogador do Atlético de Madri revela passado difícil na base do Real

Do UOL, em São Paulo

  • SHAMIL ZHUMATOV/REUTERS

Às vésperas de entrar no gramado do Santiago Bernabéu para disputar o clássico madrilenho, o meio-campista Saúl Ñíguez, do Atlético de Madri, deixou a rivalidade entre as equipes ainda mais acirrada. Em entrevista ao jornal El Mundo, ele trouxe à tona algumas das más recordações que tem do período em que jogou nas categorias de base do Real Madrid.

Saúl, de 21 anos, contou que, após deixar Elche, cidade da comunidade valenciana, aos 11 anos para iniciar os treinos no Real Madrid, teve chuteiras e comida roubadas, além de ter recebido punições que considera injustas.

"Aconteceram coisas além do futebol. A parte esportiva ia bem, mas foram essas coisas além do futebol, que um garoto de 11, 12 anos não pode viver. Me roubaram chuteiras, comida, me colocaram um castigo de não poder pisar em Valdebebas [centro de treinamentos do Real Madrid] por coisas que eu não havia feito. Passaram uma carta ao treinador dizendo que era eu que havia escrito. E realmente não tinha sido eu", revelou.

Insatisfeito com o tratamento na base merengue, onde jogou entre 2006 e 2008, ele decidiu acertar com o Atlético de Madri por influência do treinador Pepe Fernández, com quem havia trabalhado em Valdebebas.

"Desde pequeno, eu tinha muita confiança em mim. Quando saí do Real Madrid, sabia que não era o fim do mundo, que eu ia jogar onde pudesse. Eu só queria aproveitar [as oportunidades no futebol]", disse. 

O dérbi madrilenho começa às 12h deste sábado, no Santiago Bernabéu. O Atlético de Madri é o segundo colocado, com 55 pontos, um a mais do que o Real Madrid. O Barcelona lidera com 63 pontos em 25 jogos.

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