Tokyo Sexwale retira candidatura à presidência da Fifa; 4 estão na disputa

Do UOL, em São Paulo

  • REUTERS/Arnd Wiegmann

    Mosima Gabriel 'Tokyo' Sexwale não tinha sequer o apoio de sua confederação

    Mosima Gabriel 'Tokyo' Sexwale não tinha sequer o apoio de sua confederação

O sul-africano Tokyo Sexwale retirou nesta sexta-feira sua candidatura à presidência da Fifa. O dirigente entendia que não teria chances de vencer, pois não contava nem com o apoio de sua confederação.

Agora são quatro representantes que disputam o trono da entidade: o suíço Gianni Infantino (secretário-geral da Uefa), o xeque do Bahrein Salman Al Khalifa (presidente da Confederação Asiática), o francês Jerome Champagne (ex-secretário-geral adjunto da Fifa) e o jordaniano Ali Bin Al-Hussein (vice-presidente da Fifa).

No discurso em que anunciou sua retirada, Sexwale disse que entrou para disputa como um "porta-voz" da luta contra o racismo no futebol. Ele pediu mais atenção à saída de jovens africanos para o futebol internacional.

"Eu sou um soldado. E vou morrer com minhas botas", disse, antes de anunciar seu desligamento da eleição.

"Eu estarei pronto para servir o próximo presidente", discursou o sul-africano.

Dias antes da eleição, Sexwale fez contatos com candidatos à Fifa oferecendo apoio político. "Sou realista. Estou aberto a alianças e negociações", disse o sul-africano no início da semana.

O pleito acontece nesta sexta-feira. Com a saída de Sexwale, o sistema de votação será feito da seguinte maneira: se um candidato tiver mais de dois terços do voto no primeiro turno será decretado vencedor. Caso isso não aconteça, haverá uma nova sessão (segundo turno) com a presença dos três mais votados no turno inicial. 

São ao todo 209 federações filiadas à Fifa, mas 207 terão direito a votos. A CBF é representada na votação por Ednaldo Rodrigues, presidente da Federação Baiana de Futebol. A Conmebol (que inclui CBF) declarou voto a Gianni Infantino. 

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