Primeira Liga ataca Ferj por veto a Fla e Flu: medida 'ilegal e sorrateira'

Do UOL, em São Paulo

  • Gilvan de Souza/ Flamengo

    Flamengo tem jogo marcado no dia 9 de março pela Primeira Liga

    Flamengo tem jogo marcado no dia 9 de março pela Primeira Liga

A Primeira Liga, que reúne 15 clubes de futebol do Brasil, emitiu comunicado oficial nesta quarta-feira repudiando a decisão da Ferj de vetar a participação de Flamengo e Fluminense em jogos da Liga em 9 e 10 de março. A federação estadual marcou a primeira rodada da segunda fase do Campeonato Carioca para os dias 9, 10 e 12.

Na nota, a Liga diz que a Ferj tenta "ilegal e sorrateiramente criar problemas" no andamento da competição organizada pelos clubes.

O Flamengo tem jogo marcado contra o Figueirense pela Primeira Liga em 9 de março, quarta-feira, enquanto o Fluminense entra em campo um dia depois, quinta (10), contra o Criciúma.

Já a Taça Guanabara, segunda fase do Carioca, terá sua primeira rodada nos dias 9, 10 e 12 de março - ainda sem definição sobre qual time jogará em que dia, já que ainda não se conhecem todos os classificados. O Fla já está garantido na Taça Guanabara, enquanto o Flu também pode se classificar.

Confira na íntegra o comunicado oficial da Primeira Liga:

Os 15 clubes integrantes da Primeira Liga tomaram conhecimento no dia de ontem sobre a posição da FERJ no sentido de proibir que Flamengo e Fluminense participem dos jogos da Primeira Liga previstos para os dias 9 e 10 de março, jogos estes que já eram de conhecimento público há alguns meses.

É lamentável, inadmissível e irresponsável este novo posicionamento do presidente da FERJ que, mais uma vez, tenta ilegalmente e sorrateiramente criar problemas ao andamento da Primeira Liga.

Convém lembrar que no dia 28 de janeiro de 2016, a CBF, mediante a Resolução da Diretoria nº 02, aprovou a realização dos jogos da Primeira Liga em 2016, nos termos da tabela apresentada. A própria FERJ, no mesmo dia, também mediante resolução, aprovou a participação do Flamengo e Fluminense na competição.

Portanto, a proibição da realização dos jogos que a FERJ tenta levar adiante se contrapõe diretamente a sua própria posição anterior e, sobretudo, a uma resolução da CBF, a qual a FERJ deveria cumprir à risca. Ao não cumprir uma norma da CBF, a FERJ desobedece uma orientação superior e fica sujeita a punições disciplinares.

É por fatos como este que precisamos de uma mudança urgente na estrutura do futebol nacional. Não é possível conviver com pessoas cujo único objetivo de vida é o poder pelo poder. O futebol brasileiro paga um preço muito caro por pessoas assim.

A Primeira Liga, como entidade legalista que é, continuará firme na defesa de seus princípios e direitos, independentemente dos escusos interesses do Presidente da FERJ.

A programação dos jogos da competição não sofrerá nenhuma mudança.

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