Cartola da Fifa movimentou propina para Alemanha sediar Copa, diz relatório

Do UOL, em São Paulo

  • Christopher Lee/Getty Images

    Urs Linsi foi secretário-geral da Fifa entre 2002 e 2007

    Urs Linsi foi secretário-geral da Fifa entre 2002 e 2007

 

Um relatório feito pelo escritório de advocacia Freshfields aponta que Urs Linsi, ex-dirigente da Fifa, foi figura central no pagamento de propinas que teria possibilitado à Alemanha sediar a Copa do Mundo de 2006. A Freshfields investiga o caso a pedido da Federação Alemã de Futebol (DFB).

De acordo com o site Inside World Football, Linsi é mencionado 58 vezes no documento, que indica que ele sabia dos pagamentos e que assumiu um papel essencial na movimentação de 10 milhões de francos suíços (cerca de R$ 38 milhões) em propina.

O relatório diz que Linsi instruiu dois dirigentes da DFB, Horst Schmidt e Theo Zwanziger, a transferir o dinheiro para uma conta da Fifa na Suíça. Posteriormente, o montante passou para Robert Louis-Dreyfus, ex-diretor da Adidas morto em 2009, e por fim para uma conta no Qatar relacionada a Mohamed bin Hammam, ex-dirigente banido por corrupção.

Linsi entrou na Fifa em 1999 como diretor financeiro, e de 2002 a 2007 ocupou o cargo de secretário-geral - seu sucessor foi Jérôme Valcke, também banido do futebol por 12 anos por envolvimento em corrupção.

Receba notícias pelo Facebook Messenger

Quer receber notícias de esporte de graça pelo Facebook Messenger?
Clique aqui e siga as instruções.

Veja também

UOL Cursos Online

Todos os cursos