Bastidores da queda: Paulo Nobre não conversou com Marcelo Oliveira

Diego Salgado e Vanderlei Lima

Do UOL, em São Paulo

Uma conversa rápida no vestiário sem a presença do presidente Paulo Nobre sacramentou a saída do técnico Marcelo Oliveira do Palmeiras. Segundo apurou o UOL Esporte, duas pessoas do clube participaram da reunião: o diretor de futebol Alexandre Mattos e o gerente Cícero Souza.

De acordo com pessoas próximas ao treinador, o presidente alviverde já havia deixado o vestiário antes de Marcelo Oliveira chegar ao local. Depois da derrota para o Nacional-URU no Allianz Parque, o treinador, que assistiu à partida dos camarotes da arena, foi chamado por Mattos, que comunicou a decisão.

O treinador, apesar da ausência de Nobre, não guarda mágoas. Ainda segundo a fonte, Marcelo irá a Academia de Futebol nos próximos dias e acredita na conversa com o presidente do Palmeiras.

A demissão causou surpresa ao treinador, mesmo com a derrota para os uruguaios. Antes do jogo, Marcelo sentia que tinha respaldo da diretoria alviverde, que teria dado força a ele mesmo nos momentos mais difíceis.

O treinador também tinha esse sentimento em relação ao elenco. O ambiente era favorável e de otimismo até mesmo antes do confronto com o Nacional. O pensamento era chegar à terceira vitória seguida para afastar qualquer possibilidade de demissão e retorno da crise. 

A demissão de Marcelo Oliveira foi anunciada por Mattos na zona mista do Allianz Parque, uma hora depois do fim do jogo. O dirigente defendeu o treinador, mas ressaltou que não houve evolução na temporada 2016.

"Marcelo não é inoperante, ele é comandante e por isso que ele ganhou o que ganhou. Ganhamos ano passado. As coisas não estão evoluindo, o coletivo não está funcionando e por isso mudamos", disse Mattos.

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