Torcidas organizadas do Corinthians fazem protesto na FPF: "É guerra"

Danilo Lavieri

Do UOL, em São Paulo

As torcidas organizadas do Corinthians Gaviões da Fiel, Estopim da Fiel e Camisa 12 realizaram um novo protesto em frente à Federação Paulista de Futebol, na noite desta sexta (11), em São Paulo. Em torno de 600 pessoas se aglomeraram no local. 

Aos gritos de "É guerra. É guerra. Liberdade ou guerra", "Ladrão, devolve o dinheiro do povão" e "Ladrão, 100 reais é roubar o povão", os torcedores organizados protestaram contra o preço dos ingressos, CBF, a FPF, a Rede Globo e o deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo Fernando Capez. Havia, inclusive, uma faixa em inglês segurada pelos torcedores: "Football with no fans is nothing" (Futebol sem torcedores não é nada, tradução).

"Ladrão devolve a merenda" e "Alo Capez vê se para de roubar a merenda", protestaram contra o deputado. 

Capez é inimigo declarado das torcidas organizadas desde o início da década de 1990, quando era Promotor de Justiça em SP e começou a se envolver no combate à violência nos estádios. 

Recentemente, Capez foi citado em um depoimento pelo lobista Marcelo Júlio como um dos beneficiários de um esquema de extorsão por superfaturamento de merendas na rede pública de ensino. O deputado nega as acusações, mas foi alvo da faixa que perguntava "quem irá punir o ladrão de merendas?", levada pela Gaviões à Arena Corinthians.

Este é o primeiro protesto realizado pelas torcidas organizadas do Corinthians na Federação Paulista após o presidente da Gaviões da Fiel, Rodrigo de Azevedo Fonseca (Diguinho), e o primeiro secretário, Cristiano de Morais Souza (Cris), serem agredidos no estacionamento de um supermercado depois de uma reunião entre líderes de organizadas com o promotor Paulo Castilho do Juizado do Torcedor, no começo do mês.

Sobre a agressão, a Gaviões chegou a sugerir, por meio de nota, que a violência aconteceu por "uma retaliação aos protestos" que a torcida do Corinthians vem realizando com a exibição de faixas nos estádios em jogos do Corinthians, "E embora a imprensa e o próprio promotor Paulo Castilho estejam sugerindo um ataque realizado por outra torcida, desconfiamos de tal hipótese", disse a nota também do começo do mês. 

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