Gremista de 17 anos já ganhou torcida e reputação na Europa. Só falta Roger

Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

  • Divulgação/Grêmio

    Lincoln (e) é sombra de Douglas (d), mas para entrar no time precisa convencer Roger

    Lincoln (e) é sombra de Douglas (d), mas para entrar no time precisa convencer Roger

Não é raro entre torcedores do Grêmio a pedida para que Douglas deixe o time. O camisa 10 tem relação de extremos com os aficionados. Amado por uns, odiado por outros. Enquanto garante solidez como armador do time graças ao apreço do técnico Roger Machado, o ex-corintiano vê crescer uma sombra de apenas 17 anos e que já conquistou o povo: Lincoln. 

Considerado pelo jornal The Guardian um dos jogadores mais promissores do mundo, o jovem que se criou na base do Grêmio conquistou Luiz Felipe Scolari quando tinha apenas 15 anos. O treinador queria utiliza-lo no time principal e foi impedido pelo então presidente Fábio Koff. O mandatário explicou a Felipão que até os 16 anos os jogadores possuem contrato amador e não podem atuar. 
 
Mas tão logo fez 16, Lincoln subiu ao elenco profissional. Nos primeiros treinamentos da pré-temporada de 2015 era titular. E teve até bom desempenho, com jogadas de efeito mostrando muita qualidade técnica. Mas a pouca capacidade física - natural da idade - e a dificuldade em exercer a função de marcação que o comando esperava fizeram ele virar reserva. 
 
Quando Roger Machado chegou, Lincoln estava passando por um período de reciclagem. E seguiu assim durante o restante do ano passado. Foi suplente, entrou poucas vezes, jogou até algumas partidas no time de transição. Mas o clube jamais desconfiou de suas capacidades. Sempre apostou alto em Lincoln. 
 
Em 2016, já com 17 anos, mais maduro, mais forte, ele dá sinais que pode se tornar titular antes do esperado. Quando atuou pelo time reserva foi sempre o melhor do jogo. Deu passe, cobrou faltas, fez assistências e no último sábado o primeiro gol da temporada, diante do Cruzeiro-RS. 
 
De cara ganhou espaço no coração dos torcedores. Não é raro ver aficionados pedindo através de redes sociais ou mesmo em jogos a entrada dele no lugar de Douglas. Só que o principal ponto a conquistar ainda não veio: o treinador. 
 
Por opção técnica, Roger Machado deixou Lincoln até fora do banco de reservas nos dois últimos jogos. Preferiu ter dois centroavantes como alternativa e Fernandinho pela ponta diante de Internacional e San Lorenzo. 
 
"Lincoln foi muito bem (no sábado). Um dos destaques da partida e se encaixa no meu planejamento, como todos os outros. Eu penso em cada confronto e cada adversários para tomar as decisões. Ele é como tantos outros", repetiu Roger. 
 
À disposição e mantendo discurso de aproveitar cada oportunidade, o jovem espera ser premiado com alguns minutos contra o San Lorenzo. Para, aos poucos, poder cavar com Roger o mesmo apreço conquistado dos torcedores. 
 

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