Ela ajudou a reerguer Allione no Palmeiras e é a dona dos corações nos gols

Juliana Alencar

Do UOL, em São Paulo

O argentino Agustin Allione, 21 anos, está de lua de mel com a torcida palmeirense. Mas antes de o meia voltar à boa fase e ser titular pelo Palmeiras, ele contou com uma motivação extra: a chegada da namorada Guada Guerrieri, de 20 anos. Foi para ela que o atleta dedicou os gols que marcou contra o Rosario Central na vitória por 2 a 0 e contra o Capivariano, no 4 a 1 do início do mês. 

Nas duas ocasiões, Allione comemorou fazendo um coração com as mãos. Depois, ainda fez piada no Instagram depois de se dar conta de que a segunda tentativa não foi muito bem-sucedida. "Queria fazer um coração, mas acho que pareceu mais um hambúrguer", escreveu, bem-humorado.

"Antes da partida contra o Central mandei uma mensagem e lhe disse: se fizer um gol, tem que dedicá-lo a mim. Aí ele cumpriu nas duas partidas", conta Guada. "Fiquei muito feliz. Mas muito mais que pela comemoração, estava contente por ele. Ele esteve muitas partidas sem jogar e esses gols lhe deram mais confiança".

Juntos há quase dois anos, Allione e Guada vem sustentando a relação a distância desde que o atleta veio jogar no país, em 2014. Como ela cursa faculdade de Comércio Exterior em Buenos Aires, não pôde se mudar para São Paulo para ficar perto do namorado. Não que ela não tenha sequer cogitado.

"Só que para estudar aí me complicaria o português. Entendo, mas é muito difícil falar e escrever", conta ela, que aproveita as férias da universidade para passar mais tempo com Allione no Brasil. 

Foi o que ocorreu no mês passado. Antes de voltar a mostrar bom futebol, Allione passou todo o período com a namorada. Enquanto ele cumpria os compromissos com o Palmeiras, ela o esperava no confortável apartamento no qual vive na zona oeste da capital.

"Quando estamos aí, muitos dias ele está concentrado ou treinando. Mas se está livre, vamos ao cinema, saímos para comer ou ficamos no apartamento vendo filmes", explica ela,  passageira recorrente da ponte-aérea Buenos Aires -São Paulo: "Por sorte, são menos de três horas de voo. Vou quase todos os fins de semana para aí".

Aliás, esteve na tribuna para assistir ao clássico contra o São Paulo, no domingo, válido pelo Campeonato Paulista, quando o argentino voltou a ser titular. Hoje, se diz palmeirense. "Todas as vezes que estou no Brasil vou às partidas do Palmeiras". 

Guada já sente o reflexo do sucesso do atacante, incluindo com a torcida feminina. "Um dia quando saiu para jogar havia muitas mulheres gritando pelo nome dele, esperando para tirar fotos. Me deu um pouco de ciúme", admite. "Mas eu confio nele".

E acha graça do fato de Allione ter sido comparado com o italiano Pirlo depois de ele ter decidido deixar a barba crescer. Apesar de ele ter refutado a comparação, ela crê que uma superstição deve impedi-lo de raspá-la tão cedo. "Agora que fez dois gols não acredito que ele vai querer tirá-la". 

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