Atacante graduado no Beira-Rio. Inter tem artilheiro especialista em RH

Jeremias Wernek

Do UOL, em Porto Alegre

  • Ricardo Duarte/Divulgação SC Inter

    Aylon esteve emprestado ao Paysandu em 2015 e agora é titular do Inter

    Aylon esteve emprestado ao Paysandu em 2015 e agora é titular do Inter

Aylon, 23 anos, não se encaixa no perfil clássico de jogador de futebol. Titular do Internacional neste começo de temporada, o atacante começou como lateral, quase abandonou a bola e já tem algo que a maioria dos colegas de profissão desdenha: um curso superior.

Autor de três gols no Campeonato Gaúcho, Aylon é formado em gestão de Recursos Humanos. O curso foi concluído quando ele ainda estava no São Paulo-RS. "Eu estava entre Recursos Humanos e administração, me matriculei quando estava na base do Caxias e terminei em Rio Grande", conta o filho do meio da família.

A ideia de fazer uma faculdade veio quando a carreira como jogador patinava. Do início no Rio Grande até a chance no rival da cidade, o São Paulo-RS, Aylon encarou uma lesão na clavícula e chances escassas. A campanha do clube riograndino na segundona do Gauchão mudou tudo.

"Eu vire profissional no Rio Grande, depois fui para o Caxias por empréstimo só que lá o projeto terminou e eu voltei. Estava pensando em largar (o futebol), porque na volta ao Rio Grande eu quebrei a clavícula e estava começando o curso. Eu estava estudando, meu pai trabalha no porto de Rio Grande e já tinha imaginado tentar algo lá. Faltava seis meses para terminar o curso quando fui para o São Paulo, fui bem as coisas mudaram", explica Aylon.

Formado na faculdade, destaque do São Paulo-RS, Aylon foi para o Inter em outubro de 2013. A vida em Porto Alegre obrigou o atacante a dar uma procuração para a mãe, Clair, ir buscar o diploma. Hoje, o documento está na casa do jogador e ajuda a entender o momento.

"O que eu estou vivendo hoje é um sonho. Há dois ou três anos, nunca poderia imaginar... Sai do interior, de um time local e de uma hora para outra estou no Inter", diz. "Agora é difícil tocar (a carreira na gestão de Recursos Humanos), mas penso em trabalhar nisso quando parar de jogar", completa.

Se as teorias de gestão e todas as disciplinas do curso não estão em uso agora, Aylon garante que tem conseguido buscar auxílio em outras coisas dos tempos de faculdade.

"Claro que experiência foi boa, mas o que senti é que quando estava estudando rendia mais do que antes. Eu era muito mais concentrado. Tanto em treino quanto em jogo. Ficar lendo, estudando, deixa a concentração maior. Vira um hábito. E tenho tentando manter isso", comenta.

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