Levir identifica problemas e da início a reestruturação no Flu

Bernardo Gentile

Do UOL, no Rio de Janeiro

  • NELSON PEREZ/FLUMINENSE F.C.

Levir Culpi esteve à frente do Fluminense em cinco jogos e já é possível ver uma melhora na equipe em relação ao que vinha sendo apresentado. O treinador identificou os erros que mais prejudicavam o time e, evidentemente, a defesa era um deles. Os 14 gols levados sob o comando de Eduardo Baptista em 8 partidas foram reduzidos para menos da metade. O comandante já deu início a uma verdadeira reformulação e coloca o Tricolor no caminho certo.

Com Eduardo Baptista, o Fluminense levou 14 gols nos 8 jogos em que disputou em 2016, o que representa uma média de 1,75 por partida. A chegada de Levir Culpi mudou o panorama. São cinco duelos até o momento e a defesa foi vazada em apenas três oportunidades, baixando a média para 0,6 a cada 90 minutos. Vale ressaltar que com o novo comandante, nenhum time pequeno balançou as redes do Flu – Internacional (2) e Botafogo foram os únicos que conseguiram.

"Não chegou ainda ao ponto ideal. Mas a defesa não está se abrindo, não está dando oportunidades. Ainda podemos melhorar", disse o orgulhoso técnico Levir Culpi, que mostra humildade e mantém os pés no chão mesmo com o bom início pelo Fluminense.

Outro ponto que não tem agradado Levir é a falta de objetividade do Fluminense. Segundo o treinador, o time executa muitos toques para o lado e deixa de tentar o passe em profundidade, que pode mudar o panorama de uma partida. Gerson foi identificado pelo comandante como o jogador com mais qualidade para fazer esse tipo de jogada, como já ocorreu no primeiro gol do Flu, marcado por Osvaldo.

"Nos últimos jogos, no segundo tempo tivemos uma queda de produtividade. Muitos toques para o lado sem objetividade. São coisas que vamos vendo os números e analisando. Acho que ainda podemos melhorar em todos os aspectos", explicou o exigente Levir.

E tal exigência está sendo percebida na excelência cobrada com o condicionamento físico dos atletas. Para ele, esse fator é fundamental para uma marcação eficiente e sufocante, como era vista no Atlético-MG. Assim, não tem sido novidade ver Fred ser substituído no segundo tempo, já que o atacante ainda recupera a melhor forma após se lesionar na coxa direita. 

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