Dunga elogia raça e diz que "abafa" contra Paraguai já foi treinado

Danilo Lavieri

De Assunção, no Paraguai

Depois de criticar bastante o Brasil por falta de virilidade contra o Uruguai, na última sexta-feira, Dunga fez questão de exaltar a força de vontade demonstrada pelos jogadores para buscar o empate por 2 a 2 nos minutos finais contra o Paraguai, nesta terça-feira, no Estádio Defensores del Chaco.

O comandante afirmou, inclusive, que os treinos que faz em campo reduzido servem de simulação para o "abafa", que praticou no jogo ao tirar todos os volantes e deixar um time com Renato Augusto, Lucas Lima, Douglas Costa, Willian, Hulk e Jonas (Ricardo Oliveira foi substituído pelo atacante do Benfica após marcar o primeiro gol).

"Quando vocês falam em tática, aqueles pequenos jogos que treinamos, a gente posiciona os jogadores de uma forma e eles se habituam a treinar em uma posição diferente. Alguns treinamentos colocam só volante, outros só meia, mas nunca tivemos um jogo para fazer sem volante", disse o comandante.

"Mas se você pegar o histórico, Douglas Costa e Lucas Lima, por exemplo, já jogaram como volante. Não é improviso isso. É criatividade. A vontade que mostraram os jogadores em reagir, em jogar coletivamente, é muito bom. Ficamos felizes", destacou.

Dunga afirmou que com este estilo de jogo conseguiu ganhar opções daqui para frente, mas voltou a falar que tem pouco tempo para treinar.

"Quando eu falei no último jogo que precisamos ter qualidade técnica com a bola e temos de ser mais físicos quando estamos sem a bola, era isso. Alguns (da imprensa) não quiseram entender. Mas sem a bola é isso. Precisamos lutar, como os adversários fazem. Eu vi uma equipe que sabe reagir, que não se acomoda com nenhum resultado, entende quando as coisas não estão vindo e precisam fazer mudar. Sabíamos que era difícil a Eliminatória", destacou.

Por fim, o comandante afirmou que não se preocupa com a tabela e a sexta colocação. Ele reafirmou que já esperava dificuldades para garantir a vaga para o Mundial.

"O bom do futebol é que a próxima partida nossa é contra o líder (Equador, que é vice-líder no critério de desempate). Vai depender sempre de nós mesmos. As Eliminatórias em si, sempre foram complicadas, desde 82, 86, 90, 94... E essa vai ser mais complicada ainda".

Técnico do Paraguai lamenta o resultado

Ramon Diaz afirmou que o resultado não pode ser considerado ruim e disse que a tabela ainda dará chances para que os paraguaios consigam a vaga no Mundial. Ele, no entanto, admitiu que o sabor final foi amargo.

"Ainda falta muita partida, a tabela ainda é grande e é importante falarmos que a gente estava enfrentando o Brasil, que tem muita qualidade. É importante ver que a gente pode enfrentar grandes equipes. É importante ver a equipe evoluindo. Mas a gente realmente fica com um pouco de sabor amargo, porque queríamos vencer e estávamos perto disso". 

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