'Grande reforço' do Palmeiras não joga há 7 meses e só foi titular 3 vezes

Diego Salgado

Do UOL, em São Paulo

  • Cesar Greco/Ag Palmeiras

    Cleiton corre ao lado de Cuca: meia desfalca o Palmeiras já 42 jogos

    Cleiton corre ao lado de Cuca: meia desfalca o Palmeiras já 42 jogos

Paulo Nobre, presidente do Palmeiras, não hesitou ao traçar os planos para o meia Cleiton Xavier em dezembro passado. "Fazendo a pré-temporada inteira, o Cleiton pode ser o armador do time. Tenho certeza disso. Ele será o grande reforço para a posição'', disse o dirigente.

Na ocasião, mesmo com o título da Copa do Brasil recém-conquistado, a suposta falta de um meia armador no elenco já suscitava dúvidas. O dirigente, entretanto, cravou: "eu acho que o Cleiton Xavier é, para mim, este 10 que vai comandar a armação do time".

O meia, pouco mais de três meses depois, ainda não estreou na temporada. Ainda em janeiro, durante a passagem do Palmeiras por Itu, o camisa 10 sofreu uma lesão muscular na panturrilha direita. Hoje, 74 dias depois, Cleiton ainda não entrou em campo -- a estimativa do departamento médico era que ele retornasse em até oito semanas (56 dias).

O jogador desfalcou o time alviverde nos últimos 42 jogos oficiais. A última vez que disputou uma partida oficial foi no dia 19 de agosto -- ele marcou um dos gols da vitória por 2 a 1 sobre o Cruzeiro.

Depois, atrapalhado por duas lesões seguidas, o meia voltou a ser relacionado na final da Copa do Brasil, contra o Santos, sem entrar em campo. No total, desde que voltou ao Palmeiras, Cleiton disputou 17 partidas, três delas como titular, com apenas uma bola na rede.

Valdivia tinha mais problemas com lesão?

Valdivia, criticado pela falta de sequência no time durante 2010 e 2015, ficou no máximo 20 partidas longe dos gramados. O fato se deu entre março e julho de 2013, devido a uma lesão muscular na coxa direita.  

Além disso, o chileno participou de 44,7% dos jogos do Palmeiras na segunda passagem: foram 147 partidas disputadas, enquanto o time fez 329 confrontos oficiais. Cleiton, por sua vez, entrou em campo em 20,2% dos confrontos que a equipe fez desde 7 de fevereiro de 2015 (17 duelos dos 84 jogos oficiais).

Sem Cleiton à disposição, o técnico Cuca tem escalado Robinho ou Allione no meio-campo palmeirense. Régis também ganhou uma chance na derrota para a Água Santa, no último domingo. Moisés, que pode desempenhar a função, voltará aos gramados apenas em junho.

Cleiton tem cronograma especial para o retorno

Nesta terça-feira, Cleiton não treinou em Atibaia com o restante do grupo alviverde. Ele trabalhou na Academia de Futebol em cronograma especial, na fase conhecida como "transição".  O principal avanço em relação ao retorno ocorreu há um mês, quando o camisa 10 voltou a treinar com bola.

Nas últimas semanas, porém, a precaução fez ao departamento médico tomar a decisão de colocá-lo em campo aos poucos. No começo deste mês, o médico do clube, Rubens Sampaio, explicou como é o processo. 

"Ele teve uma lesão de panturrilha em um campo pesado da pré-temporada. Mas no fim do ano passado, ele estava no banco contra o Santos. Agora está recuperado, cumpre um trabalho individualizado, em função dos exames que fizemos. Vocês vão se habituar a vê-lo fazendo trabalhos específicos para que tenhamos o máximo dele com menor risco possível", explicou.

Sampaio ainda disse que os cuidados em relação ao jogador foram mais intensos a partir da pré-temporada, em janeiro deste ano. De acordo com ele, Cleiton passou por um procedimento para o clube conhecer as reais condições físicas.

"Ele vinha de um longo tempo na Europa, cinco anos na Ucrânia. Um período de inatividade, e teve sucessivas lesões musculares. Foi feita uma biopsia muscular para que tivéssemos uma real ideia da condição da musculatura e implementássemos treinamento, suplementação", disse o médico.

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