SP faz só metade dos gols de 2015, e Bauza cobra melhora do ataque

Guilherme Palenzuela

Do UOL, em São Paulo

Na noite de quarta-feira (30) o São Paulo viu mais uma exibição ruim do time e mais uma atuação pouco inspirada dos atacantes. Empatou nos últimos segundos contra o Linense, por 1 a 1, depois de perder o quarto pênalti do ano. Em 18 jogos em 2016, o time do técnico argentino Edgardo Bauza faz pouco mais da metade dos gols que fez na comparação com o ano passado, e o treinador cobra melhora dos atacantes.

São apenas 19 gols marcados pelo São Paulo nestes primeiros 18 jogos do ano. Em 2015, Muricy Ramalho foi demitido do comando da equipe justamente depois de completar a 18ª partida da temporada – no início, com o mesmo número de jogos, aquele time marcou 32 gols.

Os dados precisam ser contextualizados: no ano passado o São Paulo vinha do vice-campeonato brasileiro e ainda não havia passado pelo desmanche de meio de ano; o time desse ano vem da maior crise institucional da história do clube, perdeu Rogério Ceni, Alexandre Pato e Luis Fabiano e não conseguiu se reformular como queria e deveria.

Bauza foi apresentado como técnico do São Paulo no dia 23 de dezembro de 2015 e falou sobre a necessidade de recuperar o sistema defensivo, tão criticado no fim do ano. Frisou que a equipe sofreu 47 gols em 38 rodadas do Brasileirão, e que era preciso ter mais "equilíbrio" – usou várias vezes a mesma palavra. Agora, passados 18 jogos, o São Paulo até conseguiu diminuir o número de gols sofridos, mas não consegue fazer gol.

Depois do empate por 1 a 1 contra o Linense, Bauza cobrou os atacantes: "Temos que fazer mais, tivemos quatro ou cinco situações claras, mas não convertemos. Melhoramos muito a parte defensiva e agora estamos tentando fazer o time ter confiança e melhorar na parte ofensiva", disse. O treinador escalou Jonathan Calleri como centroavante titular, e depois o substituiu por Alan Kardec. A dupla ilustra a má fase ofensiva: o argentino tem quatro gols em 16 jogos, e o brasileiro fez apenas um em 14 partidas.

"Jogo como de hoje, que dominamos, chegamos muitas vezes, mas não convertemos. Já nos tiraram muitos pontos por isso", disse o treinador.

No início do ano, a diretoria do São Paulo estava ciente de que faria menos gols em 2016. Em conversa informal, um dos dirigentes do futebol afirmou: "Precisamos ter bons atacantes no elenco porque com o Bauza o time vai atacar menos e, quando chegar, precisa ser decisivo. Não pode errar porque vamos ter menos chances". Agora, parte da previsão se confirma com o pouco volume ofensivo do time, mas os atacantes não conseguem converter as poucas chances que têm.
 

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