Aos 35, Hugo ainda repete lances acrobáticos conhecidos no SP e Corinthians

Marcello De Vico e Vanderlei Lima

Do UOL, em Santos e São Paulo

Velho conhecido das torcidas de São Paulo e Corinthians, o meia Hugo, hoje com 35 anos, ganhou destaque ao aplicar um lindo chapéu em lance que acabou originando um dos gols do Juventude no empate por 2 a 2 com o Grêmio, outro de seus ex-clubes. O drible aconteceu no primeiro tempo do jogo disputado no domingo, pelo Campeonato Gaúcho, e ainda repercute.

Hugo tinha a bola sob seu controle pela direita, quase na linha lateral, e percebeu Bobô, ex-Corinthians, vindo em sua direção. Com a perna esquerda, o meia tirou a bola do chão, aplicou um lindo chapéu no adversário e, de primeira, cruzou para o meio da área. O goleiro gremista rebateu para frente e, na sequência do lance, Bruno Ribeiro abriu o placar na Arena Grêmio.

Mas mais que o bonito gol, o que ficou nos comentários da imprensa e dos torcedores foi o lindo chapéu dado por Hugo. "Realmente eu raciocinei aquilo. Já tinha feito uma vez em outra oportunidade no próprio São Paulo, na Copa Sul-americana de 2007 no Morumbi, só que o Tardelli acabou errando o gol... a bola estava entrando e ele errou o gol. É um lance que eu fazia quando jogava pelada com os amigos também", contou Hugo ao UOL Esporte.

"Com a bola parada o grau de dificuldade é um pouco maior. É grama, e pegar a bola por baixo é mais difícil, mas eu treinava isso quando eu era mais novo e foi um recurso que eu adquiri na infância", acrescentou o meia, que depois classificou o lance como 'uma mistura de futsal com peladeiro'. Ele ainda deu detalhes de como funciona a sua cabeça ao executar o lance.

"É uma mistura de futsal com peladeiro, e geralmente, neste tipo de lance, quando se vai correndo em direção à bola, ela está indo para o fundo e o marcador vem para definir e te tomar a bola, ou para cortar a bola... então o marcador vem e não diminui, vem seco pra tentar tomar a bola, e eu percebi a presença do adversário e tentei fazer e saiu com precisão. Na hora eu nem vi quem era o marcador, mas depois eu vi que tinha sido o Bobô, jogamos juntos no Corinthians em 2005, ele não falou nada, não, e continuou o jogo normal", disse.

De acordo com Hugo, lances como este acabam sendo comentados muito mais entre jornalistas e torcedores do que entre os atletas. "Repercutiu muito mais entre vocês da imprensa e para quem estava do lado de fora. Entre nós jogadores seguimos normais. Mas depois, assistindo os melhores momentos, as pessoas comentaram", completou o meia.

Letra contra o Corinthians, e queda de Geninho

Entre os diversos lances acrobáticos feitos por Hugo ao longo de sua carreira, outro deles pelo Juventude, em sua primeira passagem pelo time de Caxias do Sul, também ficou marcado. Não só pelo passe de letra, mas pela histórica goleada de 6 a 1 sobre o Corinthians, pelo Campeonato Brasileiro. O resultado fez o então técnico Geninho pedir as contas e se demitir.

No lance, Hugo invadiu a área pela direita, driblou o goleiro Rubinho, do Corinthians, e cruzou com estilo de letra; a bola seguiu em direção ao gol e, antes dela passar da linha, Marcelo completou para as redes para marcar o quinto gol do Juventude. "O lance de efeito que eu fiz foi um cruzamento de letra, e ia marcando um gol também... Driblei o goleiro bati de letra e o colega entrou de carrinho e empurrou a bola, aí o gol foi pra ele", brincou Hugo.

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