Argel "Forrest Gump". Os causos do técnico que você não conhece

Jeremias Wernek

Do UOL, em Porto Alegre

  • Ricardo Duarte/Divulgação SC Inter

    Argel tem lado frasista e contador de histórias fora dos microfones e do campo

    Argel tem lado frasista e contador de histórias fora dos microfones e do campo

Argel Fucks tem um lado que poucos conhecem no futebol. Afora o estilo como treinador, o ex-zagueiro é um contador de histórias. Participante ativo de resenhas, o nome dado para o bate-papo no mundo da bola, ele coleciona passagens e frases.

Em 2015, ao ser xingado por um torcedor no Beira-Rio em razão de atuação fraca do time, Argel encarou o reclamante. Na entrevista coletiva, desconversou e disse que se tratava de um velho amigo que reapareceu na cidade. Questionado sobre o nome, tascou sem titubear: "Ataliba".

O caso exemplifica o estilo do treinador. Hiperativo, direto. Um frasista também. As características ajudam a explicar a abertura dele com os jogadores, a forma como estabelece liderança. Um dos grandes pontos positivos enxergados por quem acompanha de perto o trabalho de Argel.

O UOL Esporte separou algum dos causos de Argel, do tempo como jogador e também agora como técnico.

Um hotel diferente

Antes de chegar ao Inter, Argel treinou 14 times. Com as mais diferentes estruturas e jogando divisões distintas. Em uma das viagens para atuar fora de casa, o ex-zagueiro brincou com as instalações do hotel que recebeu a delegação. "Este hotel é para anão? A cama é pequena demais", disparou.

Gols?

Em 2008, no Mogi Mirim, Argel mudou um jogador de posição. Gil, então com 20 anos, era atacante e se tornou volante. Hoje ele atua pela Chapecoense. A troca ocorreu em um dos primeiros treinos.

"Quantos gols tu fez aqui no Mogi, Gil?", perguntou Argel antes da atividade. "Nenhum, professor", respondeu Gil. "Então tu não é atacante, meu filho. Com essa pegada, com essa intensidade eu vou te colocar como volante. Vai lá", retrucou.

Só no caixão

A postura na beira do campo não é teatro. Argel é elétrico 24h por dia, sete dias por semana. Dentro e fora do futebol. A rotina puxada é encarada sem melindres. E para quem mostra guarda baixa diante de agenda cheia ou tarefas mais duras, a resposta já é clássica.

"Está cansado? Quando morrer vai ter bastante tempo para descansar. Vamos lá", brinca.

Resenha

Nos Estados Unidos em janeiro, durante a Florida Cup, Argel delegou mais funções para a comissão técnica. Testou novidades. E se aproximou mais de todos. Na volta dos treinos, a conversa dele com outros membros do estafe do Colorado era animada.

"Fica à vontade, só não mexe em nada", dizia Argel no começo da resenha, quando alguém chegava perto de suas instalações em ônibus, hotéis.

Receba notícias pelo Facebook Messenger

Quer receber notícias de esporte de graça pelo Facebook Messenger?
Clique aqui e siga as instruções.

UOL Cursos Online

Todos os cursos