Corinthians ganha queda de braço e anuncia volta da Caixa por R$ 30 milhões

Dassler Marques

Do UOL, em São Paulo

  • Reprodução/Twitter

    Corinthians anuncia acordo com a Caixa

    Corinthians anuncia acordo com a Caixa

Foram alguns meses de negociações, idas e vindas, mas o Corinthians cumpriu seu objetivo e anunciou, nesta terça-feira, que a Caixa Econômica Federal está mantida como principal patrocinador do uniforme. 

A Caixa ficará no peito da camisa corintiana durante mais 12 meses por um acordo total de R$ 30 milhões. O valor é exatamente idêntico ao que o banco estatal pagava no contrato passado, mas tem detalhes muito diferentes. Por isso, o Corinthians trata a renovação como uma vitória. 

"Através de toda a negociação e com a paciência necessária em um processo como este, conseguimos mostrar para o nosso parceiro o reposicionamento da marca Corinthians no patamar que ela merece. Foi uma vitória para o clube, que nas ultimas renovações não havia conseguido incrementar o valor da propriedade, e uma vitória para o parceiro que continuará com grande exposição e tendo alto retorno sobre o investimento", disse Gustavo Herbetta, superintendente de marketing do Corinthians.

No novo acordo, o Corinthians passa a ter livre para comercialização os espaços às costas e da barra da camisa (abaixo do patrocínio máster). Até o contrato vigente em fevereiro, a Caixa também estava nas costas e impedia o clube de negociar o espaço da barra. 

Em fevereiro, as partes chegaram a dar as negociações como encerradas, já que a Caixa se mostrava reticente em ceder à pedida do Corinthians: R$ 40 milhões para manter um contrato como o anterior ou R$ 30 milhões apenas pelo espaço principal. Sem orçamento para subir os valores, o banco concordou na última semana em readequar todas as contrapartidas. 

Ainda assim, as discussões sobre o contrato se arrastaram até o fim da última semana. A Caixa tentou alterar os termos relacionados aos backdrops (painéis) e incluir outros segmentos de negócio no acordo, o que não foi aceito pelo Corinthians. A contraproposta enviada pelo clube foi oficialmente aceita nesta terça. 

Depois de 13 partidas fora da camisa do Corinthians, a Caixa estará de volta já no sábado, contra o Red Bull. 

Se vender todas as propriedades, Corinthians pode ter camisa com valor superior a R$ 60 milhões

Com costas e barra, o Corinthians acredita poder arrecadar cerca de R$ 12 milhões e R$ 6 milhões respectivamente. A intenção é comercializar um desses espaços com a empresa que negocia a compra dos naming rights da Arena.

Neste momento, o Corinthians tem quatro propriedades já vendidas no uniforme: Caixa (R$ 30 milhões), Special Dog (cerca de R$ 3 milhões por ano), WinnerPlay (R$ 6,5 milhões por ano) e Tim (valor não conhecido). O sétimo espaço - e com a mais difícil comercialização é a manga, vaga desde dezembro de 2014. 

Ingressos e uniformes não foram retirados do contrato

Por meio de nota oficial, a Caixa Econômica afirmou que os itens relacionados a contrapartidas seguem no novo contrato. 

Em relação à matéria publicada no Portal UOL nesta quarta-feira (13) – "Corinthians ganha queda de braço e anuncia volta da Caixa por R$ 30 milhões" -, a CAIXA esclarece que não é verídica a informação de que itens como ingressos para partidas e uniformes repassados à CAIXA foram retirados do contrato. Esses itens se mantiveram na renovação do contrato.

No processo de negociação, o Corinthians compensou a retirada da marca nas costas da camisa por mais contrapartidas, como exposição da marca na modalidade futebol de salão, esportes olímpicos e paralímpicos, camarotes e totem no centro de treinamento do clube.

As negociações foram feitas sem "queda de braço" e fechadas após decisão de comum acordo entre as partes interessadas.

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