Polêmica, Primeira Liga chega à final com estádio "pobre" como discórdia

Pedro Ivo Almeida

Do UOL, no Rio de Janeiro

  • Divulgação/Câmara Municipal de Curitiba

Após muitas polêmicas e até mesmo dúvidas sobre sua realização nesta temporada de 2016, a Primeira Liga chega ao fim nesta quarta-feira, quando Fluminense e Atlético-PR entram em campo no jogo único da decisão do torneio, em Juiz de Fora (MG). E é justamente o local da final da competição que causa a maior discórdia no encerramento da primeira edição.

Para alguns executivos do torneio que busca mudar o futebol brasileiro e servir de exemplo para tirar o comando do esporte das mãos da CBF, a Primeira Liga merecia uma casa melhor em sua emblemática primeira decisão.

"Não ficou legal isso, claro que não ficou. Faltou consenso com o Fluminense. Ou melhor, faltou bom senso a eles. Tínhamos que jogar em um estádio de Copa do Mundo, em uma arena moderna. Seria o desfecho ideal", comentou o presidente do Atlético-PR, Mario Celso Petraglia, um dos dirigentes de maior influência da Primeira Liga.

Tão logo ficou estabelecido que a decisão seria entre o time paranaense e o Tricolor carioca, Petraglia procurou o presidente do Fluminense, Peter Siemsen, para definir o caso. Na conversa, chegou a reclamar que o jogo em Juiz de Fora não seria uma boa por se tratar de um "estádio pobre".

Mesmo sem repetir tais termos para a reportagem, o mandatário do Atlético-PR confirmou que o jogo no interior de Minas Gerais não era o ideal para a organização do torneio. "Deveríamos passar a impressão de algo com mais riqueza, sim. Isso é algo que precisa ser corrigido para a próxima edição. Se fosse contra o Internacional [derrotado pelo Fluminense na semifinal], já estava combinado. Seria algo no Beira-Rio ou na Arena da Baixada".

A ideia de Petraglia e de parte da organização da Primeira Liga era que o jogo fosse na Arena da Amazônia, em Manaus. Peter Siemsen, no entanto, não aprovou.

Mesmo com todas as ressalvas, Mario Celso Petraglia se disse satisfeito com a primeira edição do torneio.

"Ainda tivemos outros problemas fora de campo, como as divergências com federações e CBF. Mas o balanço é extremamente positivo. Tiramos a ideia do papel, tivemos bons jogos e ainda alcançamos uma excelente média de público. É algo que veio para ficar. Teremos uma edição ainda melhor em 2017", finalizou.

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