Diretor de futebol do Corinthians diz que não recebeu por carta assinada

Dassler Marques

Do UOL, em São Paulo

  • Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians

    Eduardo Ferreira (à direita) comentou episódio nesta segunda-feira

    Eduardo Ferreira (à direita) comentou episódio nesta segunda-feira

O diretor de futebol corintiano Eduardo Ferreira se pronunciou nesta segunda-feira a respeito do episódio que envolve o empresário americano Niki Helmut Apaza. Ele afirma ter pagado US$ 50 mil por carta de representação para negociações do Corinthians nos Estados Unidos. O pagamento, de acordo com Niki, foi feito a Fábio Barrozo, gerente de futebol que deixou as divisões de base. 

"Especularam meu nome de coisas feitas no departamento amador. Vim aqui com tristeza, lamentar. Estou chateado, inconformado, que com coincidência da carta para mesma pessoa e pessoas da imprensa, do clube, torcedores, acharam que é a mesma situação, mesma coisa. Quero deixar claro que essas cartas ocorrem normalmente, sempre com autorização do presidente", frisou Eduardo.

"Tenho desde dezembro e desse ano várias cartas de saídas e buscas por jogadores, algumas assinadas pelo presidente e outras por mim para sondar, abrir negociação...carta a autorizar fulano a emprestar jogadores para Turquia, para a China, para trazer coisas para o clube. Quero deixar bem claro que o futebol profissional não tem nada a ver com o que ocorreu e nem a minha pessoa. Quero avisar ao torcedor, conselheiro, sócio, para confiar em mim. Estou aberto a mostrar tudo. O departamento jurídico abriu sindicância e sabe que todos os pontos vão ser apresentados e medidas serão tomadas pelo presidente", acrescentou. 

O nome de Eduardo Ferreira é ligado ao episódio porque ele assinou carta de representação para Niki Apaza em 4 de fevereiro. Esse documento, entretanto, seria uma versão nova de uma primeira carta assinada por Fábio Barrozo ao mesmo empresário americano. De acordo com Niki, ele pagou a Barrozo, e o dinheiro seria repartido com Manoel Ramos Evangelista, o Mané da Carne, conselheiro vitalício influente do Corinthians. 

"Encontrei esse empresário com outras pessoas da direção em Miami e não sabíamos que existia isso. Tivemos ciência de duas semanas pra cá, ocorreu no amador ano passado com outro conceito do que foi dado no profissional. A minha carta não houve pagamento nenhum. Como vou dar dar carta e cobrar? É uma coisa totalmente louca. São negócios de 2 milhões de dólares, 3 milhões de euros euros, para trazer, emprestar jogadores e podia cobrar...estou afirmando aqui que não existe nada". 

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