Multa rescisória vira problema e trava R$ 19,5 mi da Crefisa ao Palmeiras

Danilo Lavieri, Diego Salgado e Eduardo Ohata

Do UOL, em São Paulo

  • Cesar Greco/Ag Palmeiras

    Paulo Nobre e Leila Pereira em janeiro passado, na divulgação do novo uniforme

    Paulo Nobre e Leila Pereira em janeiro passado, na divulgação do novo uniforme

A parceria entre Palmeiras e Crefisa segue com problemas. No começo dessa semana, o clube alviverde deixou de receber o pagamento do patrocínio pelo terceiro mês seguido. O entrave está ligado a algumas divergências contratuais: a principal delas diz respeito a uma eventual rescisão de contrato.

O Palmeiras entende que a multa para a quebra do vínculo teria de chegar aos 100% do restante do contrato. A Crefisa, no entanto, acredita que o repasse teria de ser menor, caso o fim da parceria vire realidade antes de dezembro deste ano -- a empresa não cogita sair do clube e até faz planos para uma renovação.

O aditivo de contrato foi criado em fevereiro, após o Palmeiras enfrentar a Ferroviária com a marca Avanti na camisa. O fato foi o estopim para as duas partes entrarem em rota de colisão e fez com que o patrocinador quisesse mudar alguns pontos do acordo. 

Desde então, a Crefisa parou de fazer o repasse mensal de R$ 6,5 milhões (no último dia 1º, o montante chegou a R$ 19,5 milhões). A empresa aguarda o retorno do aditivo para voltar a repassar a verba -- o documento hoje se encontra no jurídico do Palmeiras. É mútuo, porém, o desejo de resolver a situação até a estreia no Brasileirão, marcada para o dia 14.

A última versão do documento foi direto para as mãos de Leila Pereira, uma das donas da Crefisa, que é advogada. Ela foi aconselhada a "parar de ficar tropeçando em pedra pequena", em relação a itens considerados de menor importância, para, assim, encerrar a "guerra entre jurídicos". 

Cesar Greco/Ag Palmeiras
Colete da Adidas usado no clássico contra o Corinthians: mais divergências

Pontos divergentes

Além do valor em caso de rescisão contratual, outros dois pontos, ainda em sigilo, estão em divergência. Três questões que eram entraves foram resolvidas: a multa caso uma das cláusulas do contrato não forem cumpridas (valor de R$ 2,5 milhões), as camisetas "winner t-shirts", usadas em comemorações de título, e os coletes -- ambos, agora, levam a grafia Crefisa.

Os coletes foram motivos de desconforto há pouco tempo. No clássico com o Corinthians, há um mês, o técnico Cuca usou um modelo com a marca da Adidas encobrindo o patrocínio da Crefisa. Depois do fato, novos modelos com o nome da empresa foram criados pela fornecedora de material esportivo.

Cesar Greco/Ag Palmeiras
Novos coletes encerraram divergência

O impasse não preocupa o clube alviverde, pois existe hoje um respaldo do presidente Paulo Nobre, que tem bancado a falta dos repasses da Crefisa. Procurados pela reportagem, as duas partes não se pronunciaram sobre o assunto. 

Contrato e aditivos

O acerto entre Palmeiras e Crefisa se deu em janeiro do ano passado. Naquela ocasião, o repasse da empresa ao clube era de R$ 23 milhões. Com a inclusão da FAM (Faculdade das Américas), cujos donos são os mesmos da Crefisa, a empresa passou a pagar mais R$ 19 milhões por espaços na barra da camisa, no ombro e na manga.

No começo deste ano, o patrocínio foi ampliado ao calção e aos meiões, com exclusividade depois das saídas da Tim e da Prevent Senior. O valor, então, chegou à marca de R$ 78 milhões (R$ 6,5 milhões por mês).

Existe um único contrato firmado entre as partes, ainda de janeiro do ano passado, que prevê patrocínio de 24 meses. Houve, desde então, três aditivos: o primeiro para a inclusão da contratação de Barrios, o segundo com as mudanças dos valores e o terceiro, responsável pelo conflito atual.

 

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