Indefinição sobre técnico atrapalha em campo e já gera incômodo no Cruzeiro

Enrico Bruno

Do UOL, em Belo Horizonte

  • Washington Alves/Light Press/Cruzeiro

    Time do Cruzeiro segue tendo as mesmas dificuldades e ainda carece de um padrão de jogo

    Time do Cruzeiro segue tendo as mesmas dificuldades e ainda carece de um padrão de jogo

Na última quinta-feira, após a vitória apertada por 3 a 2 contra a equipe mista do Campinense, o torcedor do Cruzeiro deixou o Mineirão aliviado com a classificação, mas insatisfeito com o rendimento do time. Apesar do triunfo, o time celeste voltou a repetir os erros do ex-comandante Deivid e irritou sua torcida, que já o vaiava desde o intervalo. Após a partida, a falta de confiança, entrosamento e até o lado emocional foram citados como possíveis causas para o rendimento abaixo do esperado. Porém, a ausência de uma filosofia de jogo, as incertezas sobre os onze titulares e a falta de entrosamento entre os atletas escancararam a carência por um treinador, que ficou ainda mais claro nas entrevistas.

"O desempenho não é agradável, por isso o torcedor cobra. Temos que ter personalidade, falta um pouco de confiança de todos. Falta fazer um jogo em que todos saem satisfeitos com o rendimento. Estamos buscando isso, vamos trabalhando para acertar o mais rápido possível", comentou Henrique, um dos criticados. Diferente dos outros jogos, o volante foi escalado ao lado de Romero, no esquema que abandonou os três volantes e voltou para o 4-2-3-1.

Estreante da noite, o lateral direito Lucas chamou a atenção por boas chegadas à linha de fundo. Em uma dessas jogadas, serviu o apoiador Allano, que marcou o primeiro gol do jogo. Por outro lado, os 90 minutos passados em campo deixaram claro a falta de ritmo de jogo e de entrosamento que ainda não há com os companheiros. Para Lucas, além de recuperar o ritmo de jogo, é preciso melhorar o aspecto coletivo do time. Para isso, nada melhor que um treinador para dar um padrão de jogo a ser seguido. Vale lembrar que Deivid foi bastante criticado por não ter modelo fixo de jogo, ora com um esquema, ora com outro, além de ter um time titular pouco definido e que mudava constantemente.

"Quando cheguei, vi um grupo muito comprometido, esse é o ponto inicial de tudo. Mas não basta só isso, temos que ter maior conectividade, nos dedicar mais para que o coletivo se sobressaia. Falta encaixar melhor essa parte. A gente espera que decida o treinador o mais rápido possível, para pegar a filosofia dele logo, entender o que ele quer passar para o grupo, para a gente criar uma união e um grupo forte e colocar o Cruzeiro nas cabeças", falou.

Capitão e ídolo, Fábio não teve culpa em nenhum dos gols, mas participou de lances que mexeram com a paciência do torcedor. Apesar da boa marcação do adversário, o Cruzeiro também escancarou suas dificuldades para sair jogando. Quando não errava passes no meio de campo, a solução encontrada era de recuar a bola até voltar ao seu camisa 1. Para o goleiro, a falta de um treinador à beira do campo não prejudica tanto no momento do jogo, mas pode ser determinante para o futuro da equipe no restante da temporada.

"Dentro de campo não interfere 100%, mas fora de campo sim, porque nós não sabemos quem será o técnico, se ele conhece o grupo do Cruzeiro, se vai chegar jogadores novos. Tudo isso gera uma dificuldade cada vez maior. E tempo, que vai passando dez dias, passa 15 dias sem o treinador, são dias a menos que a gente vai ter para trabalhar. Entra o Brasileiro, é jogo em cima de jogo, com certeza isso pesa bastante", comentou.

Nesta terça-feira, mesmo que já tenha anunciado seu novo técnico, a tendência é de que o auxiliar técnico e atual treinador interino Geraldo Delamore comande a equipe novamente. No Paraná, o Cruzeiro visita o Londrina, em jogo de ida pela segunda fase da Copa do Brasil.

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