Filho de vice da CBF é preso mais uma vez, agora por porte ilegal de arma

Marcello De Vico e Vinicius Segalla

Do UOL, em Santos e São Paulo

  • Polícia Militar de Santa Catarina

    Delfim Peixoto Neto foi preso por porte ilegal de arma em Balneário Camboriú

    Delfim Peixoto Neto foi preso por porte ilegal de arma em Balneário Camboriú

Delfim Peixoto Neto, filho do vice-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e presidente da Federação Catarinense de Futebol (FCF), Delfim Peixoto Filho, foi preso em flagrante nesta terça-feira pelo 12º Batalhão da Polícia Militar (BPM) de Santa Catarina por porte ilegal de arma de fogo. Foi a 30ª passagem pela polícia do polêmico filho do cartola, que chegou a passar um ano detido por tráfico de drogas em 2007.

A nova prisão aconteceu às 5h30 desta terça-feira, na cidade de Balneário Camboriú, em Santa Catarina. Uma guarnição da PM fazia ronda pelas ruas quando 'avistou um veículo BMW, de cor branca, transitando em atitudes suspeitas na via', segundo o Boletim de Ocorrência.

Delfim Peixoto Neto foi abordado e, na revista a seu carro, foi encontrado um revólver calibre 38, com seis munições intactas, embaixo do banco do passageiro. Sem porte ou registro da arma, o filho do cartola acabou preso em flagrante. Ele já foi liberado mediante pagamento da fiança e responderá o processo em liberdade.

"Eu fiquei sabendo só às 10h da manhã. Logo em seguida ele foi liberado, pagou a fiança e foi liberado", contou Delfim Filho em entrevista por telefone ao UOL Esporte. "Ele é maior de idade, tem 46 anos e é responsável pelo que faz", acrescentou o atual presidente da FCF.

Dentre as 30 passagens pela polícia, Delfim Neto já foi acusado pelos crimes de ameaça, constrangimento ilegal, lesão corporal dolosa, injúria e posse de drogas. Até hoje responde em liberdade pelo crime de tráfico de drogas na Justiça catarinense, ocorrido em 2007. Naquele ano, ele foi nomeado por seu pai como assessor especial da presidência da FCF (hoje, ele não exerce mais o cargo), logo depois deste ter deixado uma clínica de tratamento de usuários de crack, onde estava graças a uma condenação judicial por porte de droga.

Três meses depois, ele foi preso em flagrante por tráfico de drogas portando 132 gramas de crack, adquiridas em um bar onde funcionava uma rinha de canários, no município de Camboriú, no litoral catarinense. A polícia havia grampeado seu telefone e descobrira que ele iria ali comprar a droga para, depois, revender a uma terceira pessoa.

Durante o processo criminal, o filho do vice-presidente da CBF alegou que era viciado desde os 16 anos, e que a droga era para consumo próprio. Disse que fumava de dez a 15 gramas de crack por dia e, eventualmente, fazia uso também de drogas injetáveis. Afirmou ainda que não precisava traficar para ter dinheiro, já que trabalhava para o Joinville Esporte Clube e também na FCF, e que também a sua esposa trabalhava na FCF.

Uma testemunha de defesa confirmou o que dizia Peixoto Neto, e contou também que já tinha visto o acusado chegar para trabalhar na FCF exalando o cheiro da droga e portando algumas pedras de crack no bolso e nas mãos.

Os argumentos da defesa não convenceram a Justiça, que condenou o filho do presidente da FCF a cinco anos e cinco meses de prisão por tráfico de drogas. Em agosto de 2008, quando ele já estava há um ano cumprindo pena, foi solto da cadeia, pois seus advogados conseguiram a anulação do julgamento, sob a alegação de que o magistrado que julgara o caso não detinha os requisitos legais para fazê-lo.

O processo, então, voltou à estaca zero, e Peixoto Neto agora aguarda em liberdade pelo novo julgamento, que já foi adiado algumas vezes.

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