Reforço de R$ 20 mi perde status e fica sem espaço em esquema corintiano

Dassler Marques

Do UOL, em São Paulo

  • Rubens Cavallari/Folhapress

    Guilherme, nos primeiros meses do ano, não conseguiu ser o "novo Renato Augusto"

    Guilherme, nos primeiros meses do ano, não conseguiu ser o "novo Renato Augusto"

Guilherme chegou ao Corinthians por meio de um grande investimento, superior a R$ 20 milhões entre o preço pago e os quatro anos de salários e outros encargos em seu contrato. A expectativa por ocupar um lugar no time também foi criada e ainda há pouco tempo para conclusões definitivas, mas ele vive ansioso por recuperar o espaço perdido. 

Nesse sentido, Guilherme confidenciou a pessoas próximas que espera por novas oportunidades em posições diferentes à que executou neste primeiro semestre de Corinthians. Atacante de origem, ele não está exatamente insatisfeito por jogar mais recuado, mas acredita que o Campeonato Brasileiro vai abrir um leque de alternativas para jogar mais perto da grande área rival. É ali onde Guilherme acredita que possa jogar melhor e oferecer mais à equipe.

Nas últimas semanas, ele perdeu espaço dentro do Corinthians. Titular quase absoluto durante as lesões de Elias, primeiro, e Rodriguinho, mais recentemente, o ex-jogador do Atlético-MG foi substituído por Tite no intervalo da eliminação para o Audax no Campeonato Paulista. Para os jogos seguintes, ambos diante do Nacional-URU, ficou no banco de reservas. 

No último dos dois confrontos, que marcou eliminação na Copa Libertadores, Tite recorreu a três entre os quatro nomes ofensivos que estavam entre os suplentes: Marquinhos Gabriel, que entrou aberto pela direita, Romero, posicionado à esquerda, e Danilo, atrás do centroavante. É na função deste último, prioritariamente, que Guilherme acredita possa render mais. Ao redor da área, com espaço para finalização de média distância ou como homem do passe final. Diante do Nacional, ele esperou e não teve a chance.  

O detalhe é que, dentro do atual sistema de jogo do Corinthians (4-1-4-1), a função que Guilherme espera ter não existe. Por isso, nas últimas entrevistas, Tite admite que Guilherme possa se converter em uma opção para o lugar de André. Não exatamente como um camisa 9, mas como o jogador que atua mais adiantado, recua até o meio para ajudar na construção de jogadas e também está dentro da área para finalizar. Além disso, a comissão técnica estuda a utilização de um desenho diferente, no 4-2-3-1, o que abriria lugar para André e ele jogarem juntos. 

Inicialmente, Tite e seus auxiliares apostaram em Guilherme para a função de Renato Augusto. Havia a consciência sobre a dificuldade da adaptação, mas o jogador se mostrou bastante aberto a esse processo. Inclusive, aprimorou a condição física e topou um sacrifício defensivo grande, mas não conseguiu cumprir 100% da expectativa. Falta pensar mais rápido, executar melhor as opções de passe e triangulação e também marcar mais firme. 

Antes de definir a saída de Guilherme do time, com base nisso tudo, a comissão técnica preparou relatório sobre o tempo dele em campo na função e comparou aos de Elias e Rodriguinho. Tite explicou os motivos para a troca, e desde então o jogador espera por oportunidades. Seja como centroavante, meia-atacante ou mesmo mais recuado, como não rendeu tanto até aqui. 

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