Cuca põe plano em prática e fará Palmeiras jogar com até três variações

Diego Salgado

Do UOL, em Atibaia (SP)

Cuca segue à risca o planejamento criado pós-eliminações da Libertadores e do Paulista. Na última semana da preparação para a estreia no Campeonato Brasileiro, o treinador colocou em prática a última etapa do processo: os treinos táticos em Atibaia.

Na cidade paulista, o treinador comanda trabalhos específicos, de movimentação e posse de bola, marcados por coletivos e mudanças no jeito de atuar em campo. Segundo o treinador, o time deve jogar o Brasileiro com até três formas diferentes, dependendo do jogo e do adversário. 

"A gente não vai poder fazer grandes mudanças em plano tático. Até porque, por mais que tenha tido 18 dias para trabalhar, não tinha o grupo todo. Tem que ter paciência para ir ao natural, mas penso em termos duas, três formas para trabalhar de acordo com as necessidades", explicou.

Cesar Greco/Ag Palmeiras
Cleiton será titular no esquema 4-2-3-1, atuando por dentro na linha de três

Nesta terça-feira, por exemplo, Cuca deu início ao treino no 4-2-3-1 e trocou o esquema tático para o 4-4-2. Os dois modos de atuar fizeram parte de praticamente todos os 11 jogos do Palmeiras com o técnico à frente do time.

O 4-2-3-1 é o favorito 

Cuca deve escalar o Palmeiras com essa formação diante do Atlético-PR, sábado, às 16h, no Allianz Parque. Desse modo, ele mudará o conceito usado nos últimos jogos, quando escalou dois atacantes bem avançados.

A ideia, agora, é abrir dois jogadores rápidos pelos lados (no caso, os jovens Gabriel Jesus e Róger Guedes), com uma referência na área -- Barrios ganhou a vaga de Alecsandro no treino. Por dentro, Cuca optará por um verdadeiro camisa 10: Cleiton Xavier. 

Como o 4-4-2 pode ser usado?

Cesar Greco/Ag Palmeiras
Cuca segue à risca seu planejamento

No treino desta terça-feira, Cuca mudou o esquema tático após realizar três alterações no time titular. Ao colocar Rafael Marques no lugar de Cleiton, o treinador criou uma linha com quatro jogadores no meio-campo (completam a linha: Róger Guedes, Moisés e Matheus Sales), à frente dos quatro atletas da defesa.

No ataque, o Palmeiras ganhará a presença de área de Gabriel Jesus e versatilidade de Alecsandro, que abrirá espaço quando necessário ao recuar para o meio-campo. Foi dessa forma, por exemplo, que os dois chegaram à artilharia do time na temporada 2016, com nove gols cada.

Nessa formação, Cuca deslocou Jean novamente para a lateral direita, na vaga de João Pedro. Com isso, Moisés ganhou uma posição como segundo volante da equipe. Ao lado dele, Matheus Sales, com Róger pela direita e Rafael Marques à esquerda.

A chave do famoso 3-2-4-1

O Palmeiras pode se tornar mais um time comandado por Cuca marcado pelo lateral-zagueiro. Fabiano teria a responsabilidade de desempenhar essa função -- ela já foi feita por Richarlyson, no Atlético-MG, Pablo, no Cruzeiro, e Luciano Almeida, no Botafogo.

A ideia, nesse caso, é transformar o lateral em defensor, formando uma linha de três jogadores na zaga. Com isso, o outro lateral (Egídio no Palmeiras) teria liberdade para atacar, juntando-se à linha de atletas do meio-campo ofensivo.

Cesar Greco/Ag Palmeiras
Róger Guedes terá função diferente quando o esquema tático mudar

Cuca prevê que o período sem jogos dará fôlego ao Palmeiras no começo do Brasileirão. A ideia é manter a pegada inicial até a 14ª rodada, em meados de julho.

"(Agora) Daremos ênfase à parte tática, jogada ensaiada, tipo de marcação, saída de bola. Isso vai dar para nós cerca de dois meses de boa condição de trabalho. Depois, tem que recarregar de novo", disse o treinador na última sexta-feira.

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