United vira com um a menos e leva Copa da Inglaterra na prorrogação

do UOL, em São Paulo

Foi díficil, no final, no sufoco, mas o Manchester United acabou com um jejum que já durava 12 anos e voltou a ser campeão da Copa da Inglaterra. Neste sábado, no estádio de Wembley, contra o Crystal Palace, a equipe comandada por Louis Van Gaal saiu atrás do placar já no final da partida, buscou o empate e, na prorrogação, com um jogador a menos, garantiu a vitória por 2 a 1 para ficar com o único troféu da temporada.

Como terminou o Campeonato Inglês na quinta posição, 15 pontos atrás do campeão Leicester, o Manchester United já havia garantido uma vaga na Liga Europa. Com isso, o West Ham, sétimo colocado na competição nacional, acaba herdando a vaga no torneio continental. Considerada a competição de futebol mais antiga do planeta, acontece desde 1871, a Copa da Inglaterra agora tem o Arsenal e Manchester United como maiores campeões, ambos com 12 títulos.

A etapa inicial até que foi equilibrada. O Manchester United começou com mais força e, com muito mais posse de bola, dava a impressão que não daria chances aos rivais. No entanto, o Crystal Palace conseguiu encaixar bons contra-ataques e assustou a equipe comandada por Van Gaal.

Na chance mais perigosa do United, Mata invadiu a área pela direita e procurou o canto, mas Hennessey pulou e conseguiu espalmar com a ponta dos dedos. Já pelo lado do Crystal, as melhores oportunidades acabaram atrapalhadas pelo árbitro da partida, que assinalou faltas em três oportunidades boas de ataque ao invés de dar clara vantagem ao time.

Na volta do intervalo, o Manchester United voltou com postura semelhante a do primeiro tempo, mas, dessa vez, não dava espaço para contra-ataques do Crystal Palace. Com muito mais volume de jogo, a equipe jogou quase toda etapa final no campo de ataque e, na melhor chance, Fellaini carimbou o travessão.

Na única oportunidade que teve no segundo tempo, o Crystal Palace foi eficiente. Aos 33min, Puncheon cobrou escanteio, o sistema defensivo cortou e, no rebote, a bola foi lançada para área novamente. Em posição legal, o próprio Puncheon ficou com a bola pelo lado esquerdo, dominou e acertou um forte chute, impossível para De Gea.

A comemoração, no entanto, não durou nem três minutos. Aos 35, Roobey fez uma linda jogada, deixando seis adversários para trás antes de cruzar para área. Fellaini dominou no peito, mas quem finalizou de primeira foi Mata, que ainda viu seu chute passar por baixo das pernas de Ward antes de cruzar a linha.

Na prorrogação, o Manchester conseguia manter a posse de bola, mas o Crystal Palace era mais perigoso, dando trabalho ao goleiro De Gea. Se o cenário já parecia complicado para equipe de Van Gaal, ficou pior no último minuto do primeiro tempo. Smalling falhou no desarme, e Bolasie puxaria um ótimo contra-ataque. Porém, o zagueiro, já caído, segurou as pernas do rival, recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso.

Nos últimos 15 minutos, com um jogador a mais, o Crystal Palace começou pressionando e só não marcou logo de cara pois De Gea continuava inspirado, fazendo milagres para o United. E, quando a torcida menos esperada, o United mostrou porque é um dos maiores campeões da Inglaterra. Valencia avançou pela direita e bateu cruzado para o meio. A zaga cortou parcialmente. Na sobra, Lingard, que entrou no lugar de Juan Mata, pegou de primeira, no ângulo, sem chance alguma de defesa, dando o título aos Diabos Vermelhos.

Esse ainda pode ter sido o último jogo de Van Gaal sob o comento do Manchester United. Sem o desempenho esperado pela diretoria e torcedores - a equipe sequer se classificou para a Liga dos Campeões -, o técnico holandês tem tudo para ser mandado embora e dar lugar ao português José Mourinho, cravou neste sábado o jornal Marca. Segundo a publicação espanhola, o treinador fez um acordo para liderar o clube nas próximas três temporadas.

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