Dunga minimiza pressão em seleção e vê brecha para formar líder sem Neymar

Danilo Lavieri e Guilherme Palenzuela

Do UOL, em Los Angeles (EUA)

Para Dunga, toda a pressão que ele sofre à frente da seleção perto do início da Copa América Centenário é normal. De acordo com o treinador, a obrigação de vencer e ser campeão é algo corriqueiro quando se veste a camisa amarela.

Nos últimos meses, por não conseguir vitórias consecutivas nas Eliminatórias da Copa do Mundo da Rússia, o comandante viu seu nome colocado na berlinda por algumas vezes.

"Na seleção a pressão sempre vai existir. A maior cobrança é entre nós mesmos, internamente. O que pode render diferente é a capacidade de cada um. Mas sempre vai ter a pressão, sempre vai ter a mesma cobrança. Não tem nada de novidade. Todos os treinadores que passaram por aqui responderam sobre a mesma pergunta, a busca do resultado, não tem nada de novo", afirmou o treinador em sua primeira entrevista em Los Angeles, nos Estados Unidos.

Para buscar o título, o comandante não poderá contar com o melhor jogador do país. Neymar não teve a autorização do Barcelona para disputar duas competições em três meses, e a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) preferiu contar com o atacante no Rio-2016.

Dunga acredita que a oportunidade é ideal para que outros jogadores mostrem seu potencial de liderar um elenco.

"Eu acho que todos os jogadores que estão aqui têm condição de serem protagonistas. Vai depender de cada um deles. Falando de futebol a gente sempre acha que o protagonista é um jogador de frente, pelo drible, pelo gol, mas vários jogadores têm qualidade para se destacar", analisou.

"Acho que a gente sempre quer contar com os melhores. Mas essa é uma oportunidade para os jogadores aproveitarem. Temos jogadores de qualidade, em alguns jogos podem fazer isso. Estamos buscando ter mais líderes, não só tecnicamente. O líder não é quem grita toda hora, mas quem recorda os companheiros daquilo que treinamos. Ter jogadores que dentro da partida relembrem e cobrem os companheiros daquilo que estamos buscando", completou.

O Brasil treina até o próximo dia 28, quando faz um amistoso contra o Panamá em Denver. Depois, volta para Los Angeles, onde se concentra até a estreia, marcada para o dia 4, contra o Equador. O grupo ainda tem as seleções do Haiti e do Peru.
 

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