Copa América é primeiro estudo de Ceni para ser técnico a partir de 2017

Danilo Lavieri e Guilherme Palenzuela

Do UOL, em Los Angeles (EUA)

  • Lucas Figueiredo/Mowa Press

    Rogério Ceni chega para treino da seleção, em Los Angeles (EUA)

    Rogério Ceni chega para treino da seleção, em Los Angeles (EUA)

Rogério Ceni chegou aos Estados Unidos na terça-feira (31) para assumir a função de auxiliar técnico de Dunga durante a Copa América. O cargo, tido como "pontual" - temporário - será o primeiro passo do ex-goleiro do São Paulo com uma nova carreira depois de se aposentar, no fim de 2015. Preparação para algo que ele quer seguir a partir de 2017.

O prazo não é definitivo, mas Rogério Ceni colocou como meta usar o segundo semestre de 2016 para se preparar, com cursos na Europa e estudos, e entrar no mercado do futebol no início de 2017. O goleiro não fala textualmente, mas tem preferência por assumir a condição de treinador.

Quem está próximo de Ceni e conversa com ele sobre o futuro diz que ouve do ex-goleiro que ele não tem tido tanto tempo quanto esperava para se dedicar aos estudos de treinador e planejar a participação em cursos na Europa. Ceni pretende participar de cursos em Portugal e na Espanha antes de se abrir ao mercado de emprego.

Para Rogério Ceni, a Copa América de 2016 serve de aprendizado, segundo relatado por pessoas próximas, porque é uma chance de estar perto do dia a dia de uma seleção em um grande torneio e aprender como uma comissão técnica planeja treinamentos e lida com imprevistos e decisões que precisam ser tomadas em caráter emergencial, como implementação de novos conceitos e sistemas táticos durante um torneio e montagem e aplicação de treinos específicos para determinados jogadores.

Além da participação na comissão técnica de Dunga, interessa a Ceni estar perto de Juan Carlos Osorio, treinador com quem trabalhou em 2015 no São Paulo e de quem virou franco admirador - chegou a dizer, aos 42 anos, que nunca havia visto treinos tão especializados quanto os do treinador colombiano, e que viu a partir do trabalho de Osorio que precisaria de muito estudo para seguir carreira como técnico. Hoje Osorio treina a seleção do México, da qual aceitou proposta para sair do São Paulo. Além do colombiano, outro técnico por quem Ceni nutre admiração é o alemão Jurgen Klinsmann, dos Estados Unidos.

Assim como os estudos no exterior, continua no horizonte de Rogério Ceni o objetivo de trabalhar prioritariamente fora do Brasil em uma nova carreira. O ex-goleiro entende que o mercado europeu poderá ser mais propício para sua aprendizagem e teme, naturalmente, qualquer expectativa que possa ser criada em relação a um possível cargo no São Paulo caso esteja no Brasil.

Na terça-feira, Ceni trabalhou pela primeira vez em um treino da seleção ao lado de Taffarel, que é preparador de goleiros na comissão técnica de Dunga. Ao lado do campeão mundial em 1994, aplicou o treino em Alisson e Diego Alves, e depois auxiliou em treino técnico em campo reduzido, entre titulares e reservas. Por fim, participou de brincadeira entre goleiros, comissão técnica e o meia Willian em que todos tinham que acertar chutes de longa distância no travessão. 

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