20 personagens para prestar atenção na Copa América dos EUA

Danilo Lavieri e Guilherme Palenzuela

Do UOL, em Los Angeles (EUA)

A Copa América 2016, que comemora cem anos da primeira edição do torneio e será disputada excepcionalmente nos Estados Unidos, reunirá países não só da América do Sul, como habitual, mas também de América Central e do Norte. A novidade somada a circunstâncias individuais e de cada seleção fazem nascer personagens com histórias que já se destacam antes da competição começar.

Lionel Messi

REUTERS/Andres Stapff

Pode até parecer óbvio, mas Messi ser o grande protagonista dessa Copa América vai muito além de ele ser o melhor jogador do mundo. O atacante do Barcelona, ao contrário de Neymar, escolheu jogar a Copa América em vez da Olimpíada, faz tratamento intensivo para se curar às pressas de uma lesão nas costas e tem falado sobre a importância do torneio nos Estados Unidos. Tudo porque ele carrega um peso cada vez maior por jamais ter conseguido dar um título de categoria principal à Argentina, que não levanta uma taça desde a Copa América de 1993.

Luis Suárez

AFP PHOTO / Pablo PORCIUNCULA

As peculiaridades da carreira de Suárez pela seleção uruguaia parecem inacreditáveis, e a Copa América de 2016 poderá contemplar mais um caso épico do companheiro de Messi no Barça. Depois de ser expulso por impedir com a mão um gol de Gana nas quartas de final da Copa do Mundo de 2010, ele foi ainda mais importante em 2014 ao chegar lesionado ao Brasil, decidir sozinho um jogo contra Inglaterra e acabar banido do torneio ao morder o zagueiro italiano Giorgio Chielini. Acabou suspenso por tanto tempo que não jogou a Copa América de 2015. Agora, para desespero do Uruguai, ele sofreu lesão mais séria na coxa no final de temporada na Espanha e chegará aos Estados Unidos sem a certeza se poderá jogar - já é certo que não joga na estreia. Repetirá, então, o que fez em 2014?

Jürgen Klinsmann

AFP PHOTO /ADRIAN DENNIS

Eliminado pela Jamaica na semifinal da Copa Ouro de 2015, derrotado pelo México na decisão da vaga para a Copa das Confederações de 2017 e com risco de não se classificar à Copa do Mundo de 2018. Em cinco anos no comando dos Estados Unidos, o técnico alemão vive momento contestado. A fé de jornalistas e comentaristas norte-americanos se deposita na recuperação da seleção da casa demonstrada em quatro vitórias nos últimos quatro amistosos, com boas exibições. O contrário poderá custar caro para Klinsmann.

Juan Carlos Osorio

REUTERS/Henry Romero

O técnico colombiano tem sete vitórias em sete jogos e bate recordes positivos no comando do México e chega como cabeça de série na Copa América. Lembrado no Brasil pelo trabalho no São Paulo, ele é conhecido nos Estados Unidos por ter aparecido para o futebol como treinador ao comandar o Chicago Fire e, depois, o New York Red Bulls, e já manifestou interesse em um dia trabalhar na seleção do país. Do lado mais difícil da tabela, com Uruguai, Argentina e Chile, chega à competição na melhor fase possível com o México e com a promessa de praticar um futebol bonito para fazer espetáculo.

Ángel Di Maria

MARTIN BERNETTI/AFP

Impedido de jogar a final da Copa do Mundo de 2014, contra a Alemanha, por lesão, viu-se obrigado a abandonar a final da Copa América no ano passado, contra o Chile, novamente por estar machucado. Do banco de reservas, viu a Argentina ser vice-campeã nas duas ocasiões. Depois de temporada em que voltou a jogar em altíssimo nível, após trocar o Manchester United pelo Paris Saint-Germain, chega aos Estados Unidos em busca de uma final que consiga jogar.

Dunga

Lucas Figueiredo / MoWA Press

A Copa América vale muito para ele. Mesmo em crise de gestão, a CBF procurou Tite para saber da possibilidade do técnico do Corinthians substituir Dunga no comando da seleção - ouviu resposta negativa. Depois do fracasso na Copa América do ano passado, caindo nas quartas de final contra o Paraguai, o treinador guia o Brasil em campanha ruim nas eliminatórias para a Copa de 2018, atualmente em 6º lugar, fora da zona de classificação. Se fracassar com mau desempenho nos Estados Unidos, ficará ainda mais pressionado.

Wes Morgan

Darren Staples/Reuters

O melhor zagueiro da Inglaterram estará na Copa América. Capitão do Leicester, campeão da Premier League e eleito melhor da posição no torneio, o inglês naturalizado jamaicano Wes Morgan chega na competição para liderar os Reggae Boys. A Jamaica não inspira grande confiança por estar em grupo ao lado de México e Uruguai, além da Venezuela, mas pode causar surpresas. No ano passado, eliminou os Estados Unidos, agora time da casa, na semifinal da Copa Ouro.

Chicharito

ZUMAPRESS

Javier Hernández, o Chicharito, chega a Copa América na melhor fase da carreira. Depois de ser colocado como dispensável pelo Manchester United e não impressionar pelo Real Madrid, celebrou, aos 28 anos, sua melhor temporada, desta vez no ataque do Bayer Leverkusen, da Alemanha. Titular do México de Juan Carlos Osorio, que ainda conta com os motores Andrés Guardado e Hector Herrera no meio de campo, é grande candidato a destaque da seleção que chega mais embalada à Copa América.

Juan Antonio Pizzi

MARTIN BERNETTI/AFP

O técnico do Chile tem o maior de todos os pesos sobre as costas: substituir o argentino Jorge Sampaoli, campeão da Copa América do ano passado com uma seleção chilena que encantou pelo bom futebol e pelas alternativas táticas, com alternâncias  de formações. Em 2016, disputou quatro partidas e perdeu três, sendo uma delas um recente amistoso em casa contra a Jamaica, por 2 a 1.

Arturo Vidal

Rafael Marchante/Reuters

Na última Copa América, em casa, bateu o próprio carro, foi visto em cassino e mesmo assim produziu futebol de excelente qualidade - liderou o Chile até o título que parecia improvável. Foi um volante que ocupou todos os espaços do campo e se destacou principalmente como arma ofensiva, criando jogadas e marcando gols. Se não jogar com a mesma qualidade, deverá criar problemas para o setor de ataque da seleção, que já não contará com os meias Matías Fernández, cortado por lesão, e Jorge Valdívia, vetado por Pizzi, que também se destacaram no torneio ano passado.

Gabigol

Ron Chenoy-29.mai.2016/USA TODAY Sports

Não é titular, mas estreou com gol no amistoso contra o Panamá e parece ter convencido Dunga de que poderá ser arma do Brasil para o segundo tempo durante a Copa América. Sem Neymar e Ricardo Oliveira, Jonas ganhou a vaga no ataque, mas Gabigol tem mostrado versatilidade para atuar tanto nas duas pontas como pelo centro do setor ofensivo, e principalmente como falso 9.

Christian Pulisic

getty images

Meia de 17 anos que joga no Borussia Dortmund é tratado como fenômeno e teve ascensão meteórica nas categorias inferiores dos Estados Unidos. Veloz e com bom drible, já joga no time profissional do Dortmund e foi utilizado até na Liga Europa contra o Liverpool. Nos Estados Unidos de Klinsmann é reserva, mas marcou um gol no último amistoso, contra a Bolívia, e se tornou o mais jovem jogador da história a balançar as redes pela seleção nacional.

Paolo Guerrero

Joaquin Sarmiento/AP Photo

Criticado no Flamengo, o artilheiro da última Copa América tem missão ingrata nessa: carregar a seleção do Peru a uma classificação que parece improvável às quartas de final, começando em um grupo com Brasil, Equador e Haiti. Na edição passada, no Chile, ele fez mais que isso: viu o Peru desbancar a Colômbia, ir às quartas, superar a Bolívia com três gols dele na mesma partida e cair em jogo duro na semifinal para o Chile, que seria campeão.

James Rodríguez

Javier Soriano/AFP

Cada vez menos titular no Real Madrid, James Rodríguez tem na Copa América a chance de se confirmar como um grande jogador e de apagar o fracasso da Colômbia no torneio do ano passado. Em 2015, a seleção colombiana chegou como uma das favoritas, mas terminou a fase de grupos na terceira posição, atrás do Peru, e só foi às quartas de final pelo critério de classificação dos melhores terceiros colocados. Acabou eliminada pela Argentina. Estará auxiliado nos EUA pelo meia Juan Cuadrado (Juventus) e pelo atacante Carlos Bacca (Milan).

Paulo Henrique Ganso

Ronny Santos/Folhapress

O tema Ganso na seleção é dos que mais causam polêmica no Brasil. Quatro anos depois, o camisa 10 do São Paulo está de volta à seleção nacional após o corte de Kaká. Começará na reserva, mas brigará com Lucas Lima se houver disputa por uma vaga aberta no meio de campo. Com sete gols no ano e atuações que têm rendido grandes elogios do técnico Edgardo Bauza, vive talvez a melhor fase da carreira, sem a sorte de ter Neymar a seu lado, como teve no Santos até 2011.

Rogério Ceni

Rafael Ribeiro/CBF

Ele não joga nem treina, mas tem chamado atenção nos treinos pela seleção brasileira. Auxiliar técnico pontual de Dunga, concedeu autógrafos e recebeu gritos de fãs nos dois primeiros treinos que fez até aqui com a seleção. Aos 43 anos, seis meses depois de se aposentar, tem o primeiro contato com um trabalho em comissão técnica enquanto se prepara para estudar para ser treinador, objetivo que traça para 2017.

Edinson Cavani

Andres Stapff/Reuters

Titular e goleador pelo PSG, o atacante uruguaio vive a expectativa de saber se terá ou não o lesionado Luis Suárez como seu companheiro. Sempre coadjuvante na seleção - antes tendo Diego Forlán como astro - ele agora poderá ter de assumir a condição de protagonista caso o compatriota que joga pelo Barcelona não consiga atuar. Chance para desabrochar como líder técnico ou para se comprovar como apenas coadjuvante.

Enner Valencia

AFP PHOTO / RODRIGO BUENDIA

O equatoriano do West Ham que é cogitado por grandes clubes da Premier League é decisivo: fez três gols na Copa do Mundo de 2014 e dois gols na Copa América de 2015, mesmo em campanhas ruins do Equador. Agora a seleção equatoriana virou o jogo e chega aos Estados Unidos como uma das possíveis surpresas, uma vez que briga pela liderança das eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 2018. Enner Valencia, atacante, é o grande destaque da seleção que estreia contra o Brasil no sábado.

Joel Campbell

AP Photo/Hassan Ammar

Jovem atacante se destacou pela Costa Rica na Copa de 2014 e tem ganhado espaço pelo Arsenal, que parou de emprestá-lo a outros clubes. Terá a complicadíssima missão de desbancar três rivais considerados superiores no Grupo A: Estados Unidos, Colômbia e Paraguai.

Jeff Louis

Dmitry Lovetsky / AP

Candidato a craque solitário do pior time da Copa América 2016: o meia de 23 anos do Haiti é driblador, já impressionou pela ousadia em amistoso contra a Itália e é um dos únicos jogadores da seleção nacional que joga em alto nível - é atleta do Caen, da França. Estará no grupo do Brasil e tem tudo para estar em campo na última partida da fase de grupos. Se tudo correr como planejado, o Brasil já estará classificado. 

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