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América-MG dispensa Givanildo e busca perfil oposto ao de técnico demitido

Givanildo de Oliveira foi demitido pela diretoria do América-MG nesta sexta-feira - TELMO FERREIRA/FRAMEPHOTO/FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO
Givanildo de Oliveira foi demitido pela diretoria do América-MG nesta sexta-feira Imagem: TELMO FERREIRA/FRAMEPHOTO/FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO

Thiago Fernandes

Do UOL, em Belo Horizonte

03/06/2016 11h54

Givanildo Oliveira não resistiu ao início ruim de Campeonato Brasileiro e foi demitido pelo América-MG na manhã desta sexta-feira (3). Em entrevista ao UOL Esporte, o presidente Alencar da Silveira Júnior eximiu o técnico de culpa pelos maus resultados nas cinco primeiras rodadas do torneio, definiu o perfil do substituto do experiente comandante e descartou o nome de Celso Roth.

A diretoria não define um prazo, mas procura um “treinador moderno” para chegar ao CT Lanna Drummond em breve. A intenção é contar com alguém que tenha conceitos totalmente antagônicos aos de Givanildo, de 67 anos.

“O que eu posso dizer é que a gente procura um treinador moderno. A nossa intenção é contar com alguém que tenha conceitos modernos de futebol, que possa dar uma chacoalhada no América. A gente não pode revelar nomes neste momento, porque é possível atrapalhar”, disse na manhã desta sexta-feira.

Um nome cogitado para ocupar a vaga foi o do experiente Celso Roth. O treinador, contudo, está fora dos planos do dirigente: “Nós temos muitos nomes sendo analisados. É tudo muito recente ainda, mas eu posso garantir que não será o Celso (Roth)”, comentou.

Por fim, ele ainda eximiu o técnico Givanildo Oliveira de culpa pelo que tem ocorrido com o América no Brasileirão:

“O Givanildo deixa o América com as portas abertas. Obviamente, ninguém gosta de ser demitido de algum lugar, mas ele deixa o clube com o respeito e o carinho de todos aqui. Somos muito gratos a ele, sobretudo por conta do título que conquistamos neste ano, um título que estava escondido há 15 anos. O Givanildo nem o elenco não têm culpa do que aconteceu. A gente entende todas as situações que foram relevantes para que estejamos nesta situação. Mas quando as coisas não dão certo, algo tem que ser feito e o primeiro a sofrer é sempre o coitado do treinador”, declarou.

Questionado se a diretoria é a responsável pela situação atual, o dirigente tergiversou: “Tudo o que foi feito nesse ano, foi feito no ano passado. A diretoria entende que a prioridade era a conquista de um título que não conseguíamos há 15 anos. E nós conseguimos. A torcida tem que entender isso. Agora, de quem é a culpa neste início de Campeonato Brasileiro? Tudo foi feito conforme poderíamos. Perdemos algumas contratações, o que às vezes acontece. É uma série de fatores. Precisávamos mudar algo”.