Blogueiros:brasileiros têm que ter cuidado ao contratar veteranos da Europa

Do UOL, em São Paulo

  • Gilvan de Souza/ Flamengo

    Hoje com 37 anos, Juan voltou ao Brasil em 2012 após passagens por Bayer e Roma

    Hoje com 37 anos, Juan voltou ao Brasil em 2012 após passagens por Bayer e Roma

Um cenário comum nesse período do ano: após o fim da temporada europeia, clubes brasileiros ficam de olho para contratar os atletas do país que pretendem deixar o Velho Continente e regressar à terra de origem. Muitos deles, após anos e anos por lá. Mas vale a pena apostar em jogadores brasileiros que vêm da Europa já veteranos?

Segundo os blogueiros do UOL Esporte, para correr esse risco é preciso analisar muita coisa antes de fazer qualquer negócio, já que, em alguns casos, são atletas lesionados ou sem mais mercado por lá. Além disso, checar quais os reais objetivos do jogador em seguir para o Brasil e avaliar o custo-benefício para o clube também são questões a serem levadas em conta. Veja as análises:

André Rocha

É válido se o jogador mais rodado ainda puder entregar rendimento no nível do nosso futebol doméstico, com o acréscimo da experiência, liderança. Análise de desempenho e das valências físicas e táticas de forma profissional, sem empirismo. 

A contratação feita na pressa, na necessidade de calar a ira da torcida do time em má fase, precisa ser evitada.

Avallone

É uma tentativa lotérica, dá errado muitas vezes (Cleiton Xavier, Cristian. o próprio Lugano "uruguaio- brasileiro", Alex do Inter). Mas às vezes surpreende, como é o caso do Grafite, que anda jogando muito e fazendo inúmeros gols pelo Santa Cruz. Ou do Nenê, do Vasco, ou Ricardo Oliveira, do Santos. Indispensável é fazer exame médico - e físico - impecável  antes de contratar para evitar casos de lesões sucessivas como Valdivia, Dátolo, Lucas Barrios, Fellype Gabriel e outros tantos.

Juca Kfouri

Quem não tem cão, caça com gato. É o que nos sobrou. O futebol brasileiro vive de exportar pé de obra e de sobras.

Mauro Beting

O problema dos veteranos que voltam é que, muitas vezes, retornam no final da temporada europeia, no início do Brasileiro. Demorem a se adaptar, até pelo desgaste físico natural.

Menon

É um caminho errado. São jogadores em decadência e muito caros.

PVC

O melhor sempre é contratar bem. Muitas vezes os clubes contratam o nome. E lamentam o fracasso.  Exemplo bom: Miranda quando voltou ao Brasil depois de jogar pelo Sochaux, da França.  Muitos são-paulinos não conheciam o zagueiro. Virou ídolo.  Não precisa ser novo nem veterano.  Tem de ser bom...

Rafael Reis

Repatriar veteranos é um caminho que só deixará de valer a pena se algum dia os clubes brasileiros tiverem dinheiro suficiente para contratar os melhores jogadores do país no auge de suas carreiras. Como essa é uma realidade distante, casos como o de Grafite continuam valendo a pena. Mas há veteranos e jogadores com espírito de aposentado. É essa distinção que os clubes precisam aprender a fazer melhor na hora de contratar um medalhão experiente. Se o veterano quiser bola e tiver um bom físico, merece o investimento. Agora, se deseja apenas um gordo último contrato e já perdeu a ambição esportiva, com certeza será uma furada.

Vitor Birner

A questão é qual jogador. Se ainda quer competir, se tem condição física e qual é o estágio técnico, O aprendizado nos gramados de nações com a cultura de futebol é construtivo e agrega qualidade aos clubes daqui, quando a contratação é embasada naquilo que exige, na prática, o futebol.

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