Dunga justifica Kaká fora e diz que esse é o torneio que deu mais trabalho

Danilo Lavieri e Guilherme Palenzuela

Do UOL, em Orlando (EUA)

  • Lucas Figueiredo / MoWA Press

Treinador da seleção brasileira, Dunga concedeu entrevista nesta terça-feira (7), às vésperas do segundo compromisso da equipe na Copa América Centenário, que está sendo disputada nos Estados Unidos. Evasivo na maioria das respostas, o comandante tentou "justificar" as lesões de Kaká nas duas últimas convocações e apostou em um Haiti qualificado para o confronto da próxima rodada. 

"Jogar uma Copa América, uma competição, é outra coisa", avaliou, rejeitando comparação com o Haiti que foi goleado pelo Brasil por 5 a 1, em amistoso de 2004. "Os jogadores titulares desse jogo serão diferentes e terão maior qualidade. Talvez as características sejam semelhantes, mas com certeza será um time mais qualificado", disse.

Sobre Kaká, Dunga considera que os treinos exigidos na seleção são mais intensos do que os que ele faz no Orlando City, seu time na Major League Soccer, e por isso o meio-campista tem sofrido com lesões quando se apresenta à equipe nacional. 

No dia 1 de junho, exame feito pelo departamento médico da seleção apontou lesão em Kaká, que precisaria de 15 a 20 dias para se recuperar. O jogador foi cortado da lista e substituído por Paulo Henrique Ganso. "Ele é uma das referências do futebol brasileiro. Infelizmente, nas últimas duas convocações se contundiu", lamentou o técnico. 

Justamente por causa da saída de Kaká e de outros atletas, Dunga diz que essa é a competição que mais tem dado trabalho a ele como comandante.

"
Sem dúvida, o mundo evolui, muda a cada instante, essa competição, essa passagem dando muito trabalho para gente fazer nosso trabalho, então a gente tem se concentrado muito, tem buscado conversar com todas as partes pra poder chegar ao melhor possível, mas sem dúvida nenhuma em todos os aspectos é onde se tem mais trabalho desde que assumi (há dois anos)", explicou.

O meio-campista foi o quinto corte imposto a Dunga desde que ele definiu a lista de 23 convocados - Ricardo Oliveira, Douglas Costa, Ederson e Rafinha foram os outros. 

Após empate em 0 a 0 com o Equador na estreia do torneio, o Brasil enfrentará o Haiti, seleção que perdeu para o Peru na primeira rodada, às 20h30 desta quarta-feira, no estádio Citrus Bowl, na Flórida. O gramado da partida será artificial, fato que desagrada Dunga. "A adaptação dos jogadores, para a qualidade do duelo, seria importante. Para falar do que toca a mim, a questão técnica, essa adaptação seria importante".

GRAMADO PREOCUPA

Danilo Lavieri/UOL Esporte
Foto mostra adaptação entre o gramado artificial e o colocado para a Copa América


Para poupar o gramado do estádio do Orlando City, tanto a seleção brasileira quanto a haitiana não poderão fazer o treino de reconhecimento de gramado na véspera da partida, como é de costume da competição. Como recebeu a partida entre Bolívia e Panamá na segunda-feira (6), o local precisará de um dia sem ser usado para trabalhos de recuperação

A questão preocupa Dunga. "Me passaram que tem um rolo de gramado para transformar de sintético para natural. Tecnicamente, seria importante a gente treinar por lá, para conhecer, mas entendemos a questão de regulamento".

Receba notícias pelo Facebook Messenger

Quer receber notícias de esporte de graça pelo Facebook Messenger?
Clique aqui e siga as instruções.

Veja também

UOL Cursos Online

Todos os cursos