Ex-garçom, substituto de Casemiro aposta em provocar Guerrero contra o Peru

Danilo Lavieri e Guilherme Palenzuela

Do UOL, em Boston (EUA)

  • Lucas Figueiredo / MoWA Press

    Volante Walace, da seleção brasileira, concede entrevista em Boston, EUA

    Volante Walace, da seleção brasileira, concede entrevista em Boston, EUA

O volante Walace, 21, do Grêmio, foi o último jogador a ser chamado para a Copa América após o corte de Luiz Gustavo, e agora tem tudo para ser titular contra o Peru, na última rodada da fase de grupos, no domingo, que decidirá se o Brasil avança às quartas de final ou se é eliminado. Entrevistado nesta sexta-feira (10), Walace falou sobre a infância como garçom no restaurante da mãe, em Salvador, e disse que uma das armas do Brasil pode ser provocar o atacante Paolo Guerrero, do Flamengo.

"Pode usar também, lá na Arena do Grêmio ele foi expulso duas vezes contra a gente. Se ele cair na provocação o azar é dele, a gente tem que fazer nosso trabalho", falou o volante, que defende o Grêmio. "Conheço mais dois jogadores, que são o Guerrero e o Cueva. Já joguei quatro vezes contra o Guerrero, tem que limitar os espaços dele, porque é um jogador muito inteligente. Cueva também é um jogador muito rápido", avaliou.

Como Casemiro está suspenso pelo segundo cartão amarelo, Walace, que estreou pela seleção no segundo tempo do 7 a 1 contra o Haiti, é o favorito a assumir a posição. "Fiquei feliz, feliz pela chamada, estava um pouco ansioso para poder jogar, primeira vez aqui. Mas com pouco tempo de adaptação consegui ficar bem, fui bem nos primeiros treinos. Estou tranquilo, já passou o friozinho na barriga", comentou o volante.

O volante lembrou da infância ao falar do passado trabalhando com a mãe e disse que trabalhava como garçom para ajudar enquanto dava os primeiros passos como jogador de futebol.

"Estudava, gostava de jogar futebol, mas ajudava minha mãe num restaurante caseiro que ela tinha. Estudava de manhã, às vezes tinha treino no Barradão à tarde. Sempre que podia estava jogando bola, mas sempre ajudando minha mãe, que me ajudava muito. Ela tinha um restaurante, eu servia os pratos para ela. Ela ficava na cozinha, eu servia os clientes. Isso, alguém dava uma gorjeta ficava feliz", disse.

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