Joaquim Grava detalha doping de Yago e diz: médico é que deve ser julgado

Do UOL em São Paulo

  • AP Photo/Ricardo Mazalan

O médico do Corinthians, doutor Joaquim Grava, deu detalhes sobre o caso de doping do jogador Yago, pego no exame pelo uso de substância betametazona. Para ele, o atleta não deveria nem ter sido julgado. 

A substância foi aplicada pelo departamento médico corintiano para amenizar dores no joelho durante o Paulistão.  

"O Yago foi submetido a procedimento normal, a uma infiltração com 1 ml de betametazona associado com outro medicamento, porque o Yago sofreu uma cirurgia já há alguns anos. Então  são programamos anualmente esse tipo de procedimento. Mas ele estava com um processo inflamatório e pensamos em fazer intra-articular. Foi colocado na súmula. O que acontece é que esse medicamento, a avaliação dele e a compreensão são dúbias. Ele não pode ser endovenosa e nem muscular. Intra-artiticular pode e creme também pode. E foi feito intra-articular", explicou Joaquim Grava em entrevista ao Fox Sports Rádio, do canal Fox Sports. 

"É claro que vai aparecer no exame deu lá. Mas foi intra-articular, que é permitido. Eu entendo que o atleta não deveria ir para julgamento. O atleta não tem nada a ver com isso. Quem tem que ser ouvido ou indiciado é o médico", analisou Grava.

O jogador foi pego em exame antidoping feito após duelo contra o Santos, em 6 de março, pelo Paulistão. Foi detectada a substância betametasona, parte de um medicamento anti-inflamatório usado no joelho do atleta.

O Corinthians admitiu o uso da substância, mas argumentou que a aplicação intra-articular, como foi feita em Yago, é permitida pela Wada (Agência Mundial Antidopagem). A agência proíbe apenas as aplicações via oral, intramuscular, intravenosa e retal. Porém, o tribunal não votou pela absolvição, como o clube esperava.

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