Coutinho vai de reserva a protagonista e encanta companheiros de seleção

Danilo Lavieri e Guilherme Palenzuela

Do UOL, em Boston (EUA)

  • Kim Klement/USA Today

    Philippe Coutinho comemora segundo gol do Brasil na partida contra o Haiti pela Copa América

    Philippe Coutinho comemora segundo gol do Brasil na partida contra o Haiti pela Copa América

Apontado como jogador do futuro desde as seleções de base, quando chegou até a fazer dupla com Neymar, Philippe Coutinho vive seu melhor momento com a camisa verde e amarela. Destaque da vitória por 7 a 1 contra o Haiti e um dos melhores jogadores no amistoso contra o Panamá e no empate contra o Equador, o meia-atacante do Liverpool virou a grande aposta para assumir o protagonismo técnico para a equipe comandada por Dunga. 

Vale destacar que ele só teve essa condição pelos consecutivos cortes na seleção. Se Douglas Costa tivesse condições físicas, o atleta do Liverpool estaria assistindo a tudo do banco de reservas.

Neste domingo (12), contra o Peru, a equipe precisa ao menos do empate para não ser eliminado da Copa América de maneira prematura, o que colocaria o emprego de Dunga em risco e até a continuidade de alguns dos jogadores nas convocações daqui para frente. E a aposta de que o tabu de mais de 30 anos sem perder para a seleção peruana continuará reside, em sua grande maioria, nos pés de Coutinho.

Filipe Luís tem papel importante para que o atleta de 24 anos possa aparecer. O lateral esquerdo cumpre papel tático no setor ao dar cobertura enquanto vê seu companheiro cortar da ponta para o meio em busca de chutes que geralmente levam perigo ao gol adversário. 

"Jogar com Coutinho é fácil. Ele dribla bem, sabe jogar de costas e a minha função não é só passar e apoiar. É dar o maior número de passes para ele pegar o lateral direito adversário com espaço. Me entendo muito bem com ele, já entendo os movimentos que ele gosta de fazer, sei quando ele quer bola no pé ou no fundo. Ajudo o Coutinho na hora de marcação também. Tendo esse ataque tão poderoso que a gente tem temos que tentar segurar ali atrás. Cada dia eu estou conhecendo melhor ele", explicou um dos homens de confiança de Dunga.

Na entrevista após o 7 a 1, Dunga também já havia falado que tem conversado com Coutinho para que ele assuma esse papel de protagonista, assim como o atleta tenta em algumas ocasiões no Liverpool. O futebol do jogador tem sido observado pelos principais e mais ricos clubes da Europa. Não à toa, já teve seu nome vinculado ao PSG e já foi alvo de pedido público de Neymar, do Barcelona.

Tímido diante dos microfones, Coutinho fala pouco sobre o papel de protagonista. Limita-se a falar apenas em aproveitar oportunidades e em cumprir os pedidos de Dunga como comandante. Ele reconhece, no entanto, sua principal arma. "Sabíamos que temos que tentar mais chutes de meia distância, cortando para dentro". 

Coutinho tem a chance neste domingo de se consolidar, ao menos nesta competição, como o principal jogador da seleção brasileira. Aproveitar a ausência de Neymar para formar um novo protagonista é a missão que Dunga procura alguém para assumir. 

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